A Comissão de Ética do São Paulo determinou a suspensão da audiência que trataria do processo disciplinar envolvendo o ex-diretor de futebol Carlos Belmonte. A decisão foi tomada pelo novo relator do caso, José Rubens de Macedo Soares Sobrinho, que solicitou ao presidente do clube, Harry Massis, a contratação imediata de uma auditoria técnica para analisar os contratos firmados durante a gestão do dirigente.
O procedimento investigatório tem como base uma representação movida por um grupo de conselheiros. O foco central da apuração é o estouro do orçamento destinado ao futebol profissional em 2025, período em que as despesas do setor superaram o limite aprovado em aproximadamente R$ 91,19 milhões, conforme apontado pelo balanço financeiro da instituição.
Exigência de prova técnica e análise documental
A auditoria solicitada pelo relator visa aprofundar a análise sobre a governança do clube. Entre os documentos que deverão ser submetidos à verificação estão a proposta orçamentária do futebol, as atas de reuniões dos órgãos deliberativos, relatórios de acompanhamento de gastos e os contratos celebrados com jogadores e membros da comissão técnica.
O relator argumenta que a realização da audiência para produção de prova técnica torna-se inviável antes da conclusão desse exame documental. A medida busca garantir que o processo tenha embasamento técnico robusto, evitando que a falta de transparência ou de dados concretos prejudique o andamento das investigações ou a própria defesa do representado.
Mudanças na relatoria e impasses administrativos
O processo disciplinar passou por alterações recentes em sua condução. O relator anterior, José Edgard Galvão Machado, já havia sinalizado a necessidade da auditoria, mas acabou sendo destituído da Comissão de Ética por decisão de Olten Ayres de Abreu, presidente do Conselho Deliberativo. Ao assumir o posto, José Rubens de Macedo Soares retomou a exigência como etapa indispensável.
Existe um impasse administrativo sobre a viabilidade da contratação. Em um primeiro momento, a presidência do clube teria informado a impossibilidade de realizar o serviço. Diante disso, o atual relator advertiu que a manutenção da negativa pode resultar em prejuízos à defesa e estabeleceu que uma nova recusa poderá levar ao arquivamento da representação contra Carlos Belmonte, conforme reportado pelo site oficial do clube.
Fonte: uol.com.br


































