Diante da persistente negativa para a utilização do Maracanã, o Club de Regatas Vasco da Gama concentra seus esforços na obtenção da liberação para mandar a partida da semifinal da Copa Sul-Americana contra o Boca Juniors em São Januário. O estádio, tradicional casa do clube, encontra-se, a princípio, impedido pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) por não atender ao requisito mínimo de 30 mil espectadores para jogos dessa magnitude.
A situação impõe um desafio logístico e operacional significativo, com o clube buscando soluções junto a diversas entidades para garantir que o confronto decisivo possa ocorrer em seu próprio campo, um fator de grande importância para a torcida e para o desempenho esportivo. A mobilização envolve negociações e planos detalhados para cumprir as exigências regulamentares e de segurança.
Adequação de São Januário para o confronto continental
O principal objetivo do Vasco é expandir o setor de visitantes em São Januário para atingir os quatro mil lugares estipulados como número mínimo permitido pela Conmebol. Atualmente, a área destinada aos torcedores adversários comporta pouco mais de dois mil lugares, separada por uma barreira de proteção. A proposta em análise visa avançar essa barreira, reconfigurando o espaço para acomodar a quantidade exigida.
Essa readequação, se aprovada, implicaria uma redução na quantidade de ingressos disponíveis para a própria torcida vascaína, um sacrifício considerado necessário diante da importância de sediar o jogo em casa. As conversas sobre essa alteração estrutural e operacional estão em andamento com órgãos de segurança, incluindo a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros, além de outras entidades envolvidas na logística de grandes eventos esportivos.
Apoio federativo e a busca por aprovação
A Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj) tem oferecido apoio ao Vasco nas negociações com os órgãos de segurança. Esse suporte se concentra na parte operacional, facilitando o diálogo e a apresentação dos planos para a ampliação do setor de visitantes e para a segurança geral do evento. Um plano operacional detalhado para o deslocamento dos torcedores do Boca Juniors também tem sido apresentado, visando garantir a ordem e a segurança antes, durante e após a partida.
Adicionalmente, a relação de amizade entre as torcidas organizadas do Vasco, a “Força Jovem”, e do Boca Juniors, “La 12”, tem sido um ponto levantado nas tentativas de convencer as autoridades sobre a viabilidade de sediar o jogo em São Januário. No entanto, o apoio da Ferj se restringe à esfera operacional com os órgãos de segurança. A missão de obter os laudos necessários e, posteriormente, convencer a Conmebol e o próprio Boca Juniors sobre a adequação de São Januário recai exclusivamente sobre a diretoria do clube cruzmaltino.
Alternativas em caso de impedimento do estádio
Caso as tentativas de liberação de São Januário não obtenham êxito, o Vasco já delineou planos alternativos. A primeira opção seria judicializar a questão do Maracanã, que foi vetado ao clube pelo consórcio gestor, sob a justificativa de condições do gramado e questões climáticas. Essa medida buscaria reverter a decisão e garantir o uso do estádio para a semifinal.
Como terceira opção, o Estádio Nilton Santos, casa do Botafogo, surge como o plano C. Essa alternativa seria considerada caso tanto São Januário quanto o Maracanã permaneçam indisponíveis para a realização da partida. A busca por um local adequado reflete a complexidade e a urgência da situação, com o clube explorando todas as vias possíveis para garantir a melhor condição para o confronto decisivo. Acesse o site da Conmebol para mais informações sobre regulamentos.
Fonte: netvasco.com.br

































