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Bap pede ao Congresso rejeição de medida provisória que veta casas de apostas

O presidente do Flamengo, Bap, manifestou publicamente sua oposição à medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva que estabelece a proibição da atuação de casas de apostas esportivas no Brasil. Em participação no programa “Mengo Cast”, realizada na segunda-feira, 28, o dirigente defendeu que o Poder Legislativo ou o Supremo Tribunal Federal revisitem a decisão, argumentando que a medida fere princípios democráticos de direito ao não tramitar pelo Congresso Nacional.

Impactos financeiros e o futuro das receitas do clube

O dirigente destacou que a proibição abrupta das operações de apostas traria consequências severas para a saúde financeira da instituição. Segundo estimativas apresentadas por Bap, o clube projeta perdas imediatas entre R$ 400 milhões e R$ 430 milhões para o próximo ano. O montante afetaria diretamente tanto o departamento de futebol quanto as diversas modalidades de esportes olímpicos mantidas pela agremiação.

Para o presidente do Flamengo, a ausência de um planejamento prévio torna inviável a mitigação dos prejuízos causados pela interrupção dos contratos de patrocínio. Ele reforçou que a gestão de um clube de grande porte exige estabilidade contratual e que a mudança repentina nas regras do mercado gera um cenário de incerteza jurídica para todo o setor esportivo brasileiro.

Debate sobre transição e segurança jurídica

A discussão sobre a regulamentação ganhou um novo capítulo com a atuação do subprocurador-geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União, Lucas Rocha Furtado. O magistrado protocolou um pedido para que a vigência da medida seja postergada até o dia 31 de dezembro, alegando a necessidade de um período de transição que garanta a segurança jurídica e questionando o caráter da decisão governamental.

Atualmente, o cronograma estabelecido pelo governo determina que todos os sinais de patrocínios de casas de apostas e cassinos online devem ser removidos até o dia 5 de outubro, às 23h59. O mesmo prazo foi estipulado para que os apostadores realizem o resgate de saldos remanescentes nas plataformas. Bap defende que, caso mudanças sejam necessárias, estas ocorram de forma escalonada, evitando o desconforto causado pelo formato atual da norma. Para mais detalhes sobre o cenário regulatório, consulte o portal gov.br.

Fonte: uol.com.br

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