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Consórcio do Maracanã veta jogo do Vasco e cita clima e NFL como justificativas

Consórcio do Maracanã veta jogo do Vasco e cita clima e NFL como justificativas

A FLA-FLU Serviços S.A., concessionária responsável pela gestão do Maracanã, negou formalmente o pedido do Vasco para realizar a partida da semifinal da Sul-Americana contra o Boca Juniors no estádio. O confronto, agendado para o dia 20 de outubro, foi descartado pela administradora sob alegações de preservação do gramado, que estaria sob estresse severo devido a fatores climáticos e uma agenda intensa de eventos.

Em ofício encaminhado ao clube no dia 25 de setembro, a concessionária detalhou que a decisão possui caráter estritamente técnico e operacional. O documento aponta que a combinação de eventos de grande porte, como a recente partida da NFL realizada no local, somada a condições meteorológicas atípicas, inviabiliza a manutenção necessária para garantir a integridade do campo de jogo.

Impactos climáticos e o fenômeno El Niño no gramado

A gestão do estádio atribui parte do desgaste ao fenômeno El Niño, que teria provocado alterações significativas nas temperaturas e no regime de chuvas em 2026. Segundo o consórcio, os meses de julho e agosto registraram temperaturas superiores às médias de 2025, prejudicando o desenvolvimento do Ryegrass, espécie utilizada no inverno, enquanto o calor insuficiente retardou o crescimento da Bermuda Celebration.

Além do calor, o aumento no volume de precipitações foi citado como um agravante. Dados apresentados pela concessionária indicam que agosto de 2026 teve um índice pluviométrico 208% superior ao mesmo período do ano anterior. Essas condições, segundo a empresa, impedem a recuperação natural da grama entre as partidas, tornando o cronograma de manutenção um desafio constante para a equipe técnica.

Sobrecarga de eventos e a logística do calendário

Outro ponto central na negativa é a alta densidade de jogos. A FLA-FLU informou que o Maracanã recebeu 58 partidas ao longo de 2026, um número que, na visão da administradora, supera a capacidade de suporte do gramado. O consórcio compara o volume de uso ao estádio San Siro, em Milão, que teria recebido 31 jogos no mesmo período.

A proximidade entre os compromissos programados para outubro é o principal entrave operacional. Com as partidas entre Fluminense e Santos, no dia 18, e Flamengo e Estudiantes, no dia 22, a realização do jogo do Vasco no dia 20 criaria uma sequência de três eventos em apenas cinco dias. A empresa argumenta que esse intervalo impede procedimentos vitais como o corte helicoidal, a adubação localizada e o uso de iluminação suplementar.

Posicionamento do clube e alternativas

Diante da negativa, o Vasco avalia recorrer à Justiça, embora a prioridade atual seja obter a autorização da Conmebol para realizar a partida em São Januário. A concessionária, por sua vez, reforçou que a decisão não configura uma restrição direcionada ao clube, destacando que o estádio foi utilizado pelo Vasco em seis oportunidades desde abril de 2025.

Como alternativa para o confronto internacional, a FLA-FLU sugeriu a utilização do estádio Nilton Santos. A empresa também mencionou que, para mitigar futuros problemas, contratou consultoria especializada e estuda a implementação da tecnologia Celebration Hybrid a partir de 2027, visando maior resistência do solo em condições adversas.

Para mais detalhes sobre o cenário do futebol carioca, acompanhe as atualizações em O Globo.

Fonte: netvasco.com.br

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