O Conselho Deliberativo do Vasco da Gama foi oficialmente convocado para uma sessão extraordinária marcada para o dia 6 de outubro de 2026. O encontro tem como objetivo central a análise e votação da proposta apresentada pela Almirante Participações e Empreendimentos S.A., empresa de Marcos Lamacchia, que venceu o leilão judicial para a aquisição da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do clube.
A reunião, que será realizada na Sede Náutica da Lagoa em formato híbrido, contará com a presença dos conselheiros a partir das 19h. A convocação, formalizada pelo presidente do órgão, João Riche, atende a um requerimento enviado pela Diretoria Administrativa, sob a liderança de Pedrinho.
Estrutura da operação com a Almirante Participações
A transação em pauta estabelece que a Almirante Participações e Empreendimentos S.A. assumirá o controle de 90% do capital social total e votante da nova estrutura da SAF. Esta movimentação representa um passo decisivo para a reestruturação do futebol do clube, conforme os termos definidos no leilão judicial recente.
Adequação do estatuto social para viabilizar a SAF
Para que o negócio seja concretizado, é necessária uma alteração no Estatuto Social do clube. Atualmente, o artigo 135, inciso I, impõe uma participação mínima de 20% do CRVG na SAF, o que conflita com os termos da proposta da Almirante. A diretoria propõe a redução desse piso para 10%, alinhando o regimento interno à nova realidade societária e à legislação vigente.
A proposta garante que o clube mantenha a titularidade de ações ordinárias Classe A, assegurando direitos especiais previstos em lei. A medida busca equilibrar a governança do clube com as exigências do investidor, mantendo a proteção dos ativos institucionais.
Trâmites internos e pareceres dos conselhos
O processo de aprovação envolve instâncias consultivas do clube. O Conselho de Beneméritos tem o prazo de sete dias corridos para emitir um parecer opinativo sobre os termos da operação. Paralelamente, o Conselho Fiscal recebeu a documentação para análise, embora a diretoria reforce que tal manifestação não constitui um requisito estatutário obrigatório para o prosseguimento do rito.
Após a deliberação do Conselho Deliberativo, caso a proposta seja aprovada, o texto seguirá para a Assembleia Geral. A segurança do processo de votação, incluindo a estrutura da sala virtual, será gerida pela Vice-Presidência de Tecnologia e Inovação. Para mais detalhes sobre o cenário institucional, acompanhe as atualizações no portal ge.
Fonte: netvasco.com.br

































