A Chapecoense está de volta a Medellín, na Colômbia, em uma viagem carregada de emoção e significado, quase dez anos depois do trágico acidente aéreo que marcou profundamente a história do clube. A delegação chegou ao país em uma quinta-feira, iniciando uma série de homenagens dedicadas às vítimas da catástrofe de 2016. O ponto alto da programação inclui um amistoso com o Atlético Nacional, agendado para um sábado.
Desde o voo que transportava a equipe, jogadores e integrantes da comissão técnica foram recebidos com mensagens de apoio da tripulação, prenunciando a atmosfera de solidariedade. A emoção se intensificou após a chegada a Medellín, uma cidade que, desde a tragédia, mantém uma conexão especial e um laço de fraternidade inquebrável com a Chapecoense.
Chapecoense retorna a Medellín para série de homenagens
A jornada da Chapecoense em solo colombiano começou com visitas e encontros que reforçam a memória e a gratidão. A delegação esteve no centro de treinamento do Atlético Nacional, onde foi inaugurado um muro dedicado ao clube brasileiro, um símbolo concreto da irmandade entre as instituições. Este gesto sublinha a profundidade da relação construída a partir de um momento de dor compartilhada.
Em uma sexta-feira, o grupo também realizou uma visita tocante ao local do acidente, onde puderam conhecer memoriais e outros espaços criados para honrar as vítimas. A presença ali, em um ambiente de lembrança e respeito, permitiu um momento de reflexão e reverência. O clube expressou, por meio de suas redes sociais, a magnitude desses encontros: “Numa manhã especial, marcada pela emoção e pelo significado de uma história que atravessou fronteiras, a Chapecoense foi homenageada pelo Atlético Nacional e recebeu um destaque especial durante o evento que celebrou as lendas do clube colombiano”.
O reencontro no gramado: amistoso e emoção no estádio
A programação da Chapecoense em Medellín também incluiu a visita ao Estádio Atanasio Girardot, palco do amistoso histórico entre Chapecoense e Atlético Nacional. Antes do aguardado confronto, o elenco teve a oportunidade de acompanhar o clássico entre Atlético Nacional e Millonarios, pelo Campeonato Colombiano, que terminou empatado em 1 a 1.
Nas arquibancadas, um momento de particular comoção marcou a presença de Neto, um dos seis sobreviventes da tragédia. Ele foi calorosamente aplaudido pelos torcedores presentes ao estádio, em um reconhecimento que transcende o esporte e celebra a resiliência humana. Este reencontro no gramado simboliza não apenas uma partida de futebol, mas a continuidade de uma história de superação e amizade.
Uma década de solidariedade: o legado da tragédia de 2016
O retorno da Chapecoense a Medellín ocorre próximo de uma década do fatídico dia 29 de novembro de 2016, quando o avião que transportava a delegação para a cidade colombiana caiu nas proximidades, enquanto se dirigia para enfrentar o Atlético Nacional no primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana. A aeronave da LaMia, que transportava 77 pessoas, ficou sem combustível antes de chegar ao aeroporto, resultando em 71 mortos e apenas seis sobreviventes.
A tragédia comoveu o mundo do futebol, gerando uma onda global de solidariedade. Clubes, jogadores e torcedores de diferentes países prestaram homenagens às vítimas, e em Chapecó, milhares de pessoas lotaram a Arena Condá para a despedida. O Atlético Nacional, adversário da Chapecoense na decisão que nunca aconteceu, desempenhou um papel crucial nas homenagens, abrindo as portas do Atanasio Girardot para uma vigília na noite em que a partida seria disputada, um gesto que eternizou a irmandade entre os clubes. Agora, quase dez anos depois, Chapecoense e Atlético Nacional voltam a se encontrar em Medellín, reafirmando um laço que o tempo não apagou. Para mais detalhes sobre o acidente, clique aqui.
Fonte: uol.com.br
































