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John Textor notifica Botafogo e propõe capitalização milionária após revés judicial

John Textor notifica Botafogo e propõe capitalização milionária após revés judicial

Em um desdobramento que adiciona complexidade à gestão da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo, o empresário John Textor enviou uma notificação formal ao clube associativo, à própria SAF e ao Conselho de Administração. A ação ocorreu na noite desta quarta-feira, logo após Textor sofrer uma derrota na Justiça do Rio de Janeiro, conforme apurado pelo “Blog do Diogo Dantas”.

A notificação de Textor contesta a legalidade da Assembleia Geral Extraordinária (AGE) da SAF, que estava agendada para esta quinta-feira. Além disso, o documento questiona veementemente o valor simbólico de R$ 0,01 atribuído às novas ações da SAF e exige a apresentação do laudo de avaliação econômico-financeira em um prazo de até 12 horas. Paralelamente a essas contestações, o empresário apresentou uma proposta substancial para a capitalização da SAF.

Derrota judicial e a contestação da assembleia do Botafogo

A iniciativa de John Textor de notificar o Botafogo surge em um contexto de revés judicial. Na mesma noite de quarta-feira, o juiz Victor Agustin Jaccoud Diz Torres, da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, decidiu manter a realização da Assembleia Geral Extraordinária da SAF. A decisão judicial rejeitou uma ação movida por Textor que visava impedir a AGE, e ainda impôs uma multa ao empresário norte-americano por litigância de má-fé.

A litigância de má-fé ocorre quando uma das partes age de forma desonesta ou temerária, buscando prejudicar o adversário ou manipular o sistema judiciário. A contestação de Textor à AGE e ao valor das ações, seguida da demanda pelo laudo de avaliação, aponta para uma profunda divergência sobre a governança e o futuro financeiro da SAF. A exigência do laudo em um prazo tão curto sublinha a urgência e a seriedade das preocupações levantadas pelo empresário.

A proposta de US$ 100 milhões para a SAF

No mesmo documento de notificação, John Textor apresentou uma proposta de capitalização para a SAF do Botafogo no valor de US$ 100 milhões, o que equivale a aproximadamente R$ 517 milhões na cotação atual. A proposta detalha um cronograma de aportes financeiros que visa fortalecer a estrutura do clube.

Os valores seriam distribuídos em três etapas: US$ 10 milhões seriam aportados em outubro, seguidos por US$ 40 milhões em novembro, configurados como um empréstimo DIP (Debtor-in-Possession) conversível em ações. Este tipo de empréstimo é comum em processos de reestruturação financeira, permitindo que o credor se torne acionista. Por fim, US$ 50 milhões seriam destinados em janeiro de 2027 para a criação de um “fundo de aquisição de jogadores”, visando reforçar o elenco e a competitividade esportiva do Botafogo. Para entender mais sobre a estrutura de uma SAF, clique aqui.

Cenário e implicações para a Sociedade Anônima do Futebol

O cenário atual da SAF do Botafogo é marcado por uma tensão entre as partes envolvidas, com a derrota judicial de John Textor e sua subsequente notificação e proposta. A disputa em torno do valor das novas ações e a exigência do laudo de avaliação são pontos cruciais que podem definir a futura participação e influência de Textor na gestão do clube.

A proposta de US$ 100 milhões, embora significativa, chega em um momento de atrito legal e administrativo. A aceitação ou rejeição dessa oferta, bem como a resolução das contestações sobre a AGE e a avaliação das ações, terão impactos diretos na estabilidade financeira e na capacidade de investimento do Botafogo SAF. O clube se encontra em um período decisivo, onde decisões estratégicas e legais moldarão seu caminho nos próximos anos.

Fonte: fogaonet.com

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