A busca por procedimentos estéticos minimamente invasivos tem crescido exponencialmente, mas casos de complicações severas servem como um alerta crítico sobre os riscos envolvidos. A empresária Patrícia Coelho Fernandes, de 25 anos, enfrenta um longo processo de recuperação após sofrer uma infecção grave decorrente de uma aplicação de ácido hialurônico nos glúteos, realizada em 3 de agosto, em Porto Alegre.
Complicações pós-procedimento e intervenções cirúrgicas
O quadro clínico de Patrícia agravou-se poucas horas após a aplicação. Segundo relatos da paciente, os sintomas surgiram ainda durante o procedimento, culminando em um desmaio em sua residência. O atendimento hospitalar imediato revelou um cenário preocupante: infecções bilaterais nos glúteos que exigiram intervenção médica urgente.
Para conter o avanço da infecção, a equipe médica realizou procedimentos de debridamento, que consistem na remoção do tecido necrosado ou comprometido. Como resultado das cirurgias, a empresária apresenta hoje uma deformidade física, caracterizada por uma depressão em uma das regiões tratadas, o que tem gerado um profundo impacto emocional e psicológico.
Processo judicial e busca por reparação
Diante da gravidade das sequelas, Patrícia Coelho Fernandes ingressou com uma ação judicial contra a clínica e a biomédica responsável pelo procedimento. Documentos médicos anexados ao processo detalham a extensão do dano causado aos tecidos, fundamentando o pedido de reparação por danos morais e materiais.
A paciente, que ainda se recupera em casa, expressa receio quanto a futuras intervenções. A possibilidade de uma cirurgia reparadora é vista com cautela, dado o trauma vivenciado durante as três cirurgias anteriores. O caso, reportado originalmente pela RBS, destaca a importância da verificação de protocolos de segurança e da qualificação profissional antes da realização de qualquer procedimento estético.
Fonte: terra.com.br

































