O Vasco da Gama busca viabilizar a realização do confronto contra o Boca Juniors, válido pela semifinal da Copa Sul-Americana, no Maracanã. A partida, agendada para o dia 20 de outubro, às 21h30, permanece sem local definido devido à resistência do consórcio que administra o estádio, composto por Flamengo e Fluminense. Caso um acordo não seja firmado, a definição do palco do duelo poderá ser decidida na esfera judicial.
A principal justificativa apresentada pelo consórcio para negar o uso do estádio envolve a preservação do gramado e o curto intervalo entre eventos. O Maracanã tem um compromisso do Flamengo contra o Estudiantes, pela Libertadores, marcado para o dia 22 de outubro, apenas 48 horas após a data pretendida pelo clube cruzmaltino.
Precedentes de uso intenso do Maracanã em 2026
A alegação de que o intervalo de dois dias seria prejudicial ao campo é contestada pelo histórico recente da temporada. Dados do levantamento do Gato Mestre indicam que o Maracanã recebeu nove sequências de jogos com intervalo de até 48 horas ao longo das 54 partidas disputadas no local em 2026. O uso intensivo do equipamento esportivo tem sido uma constante no calendário do futebol carioca.
O cenário mais crítico ocorreu em março, quando o estádio abrigou três partidas em um período de apenas quatro dias. O menor intervalo entre jogos foi registrado entre 18 e 19 de março, com uma diferença de apenas 22 horas e 30 minutos entre o início do clássico entre Vasco e Fluminense e o confronto entre Flamengo e Remo. Em diversas ocasiões, Flamengo e Fluminense realizaram jogos em dias consecutivos, demonstrando que a logística de curto prazo é tecnicamente viável.
Exigências da Conmebol e o impasse em São Januário
O imbróglio é agravado pelas normas da Conmebol, que exige capacidade mínima de 30 mil espectadores para estádios que sediam semifinais continentais. Esta regra inviabiliza, a princípio, o uso de São Januário. A diretoria vascaína ainda mantém a esperança de obter uma flexibilização da entidade, citando como precedente a exceção aberta ao Independiente del Valle na temporada anterior. Contudo, fontes da confederação consideram a medida improvável, apontando a disponibilidade do Estádio Nilton Santos como alternativa.
A cúpula do Vasco, por sua vez, trata o estádio do Botafogo como última alternativa, devido à resistência em atuar em gramado sintético. A indefinição sobre o local do jogo chegou a impactar o cronograma oficial da Conmebol, que atrasou a divulgação das datas das partidas. Enquanto o impasse persiste, o clube mantém o Maracanã como prioridade, não descartando recorrer à Justiça para garantir o direito de mando em um dos maiores palcos do futebol mundial.
Fonte: netvasco.com.br
































