O Botafogo oficializou uma representação junto ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) contra o CEO do Grêmio, Alexandre Leitão. A ação foi motivada por declarações proferidas pelo dirigente após a partida realizada na última quarta-feira (16/9), na qual ele classificou o clube alvinegro como um “time de picaretas” ao contestar decisões da arbitragem.
Fundamentação jurídica e pedido de punição
No documento protocolado, o clube carioca sustenta que Alexandre Leitão ultrapassou os limites da crítica esportiva ao atacar a honra da instituição. O Botafogo aponta a infração ao artigo 243-F do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que trata de ofensas à honra de pessoas ou entidades.
Caso o tribunal acolha a denúncia, o dirigente pode enfrentar uma suspensão que varia de 15 a 180 dias. Além da sanção esportiva, o regulamento prevê a aplicação de multa pecuniária, que pode oscilar entre R$ 100 e R$ 100 mil, dependendo da avaliação dos auditores do órgão.
Posicionamento oficial e desdobramentos judiciais
A reação do Botafogo não se limitou à esfera desportiva. Logo após o episódio, o clube emitiu uma nota oficial confirmando que buscaria todas as medidas judiciais cabíveis para reparar a imagem da agremiação. O CEO da SAF alvinegra, Eduardo Iglesias, reforçou que o executivo gremista deverá responder pelas falas perante o Poder Judiciário.
Segundo o portal GE, a postura da diretoria botafoguense reflete uma política de tolerância zero contra declarações que, na visão da cúpula do clube, extrapolam o debate técnico sobre o futebol. A expectativa é que o caso siga os trâmites legais nas próximas semanas, com a notificação das partes envolvidas para a apresentação de defesas.
Fonte: fogaonet.com

































