A derrota de Ben Shelton na final do US Open, ocorrida no último domingo em Nova York, trouxe à tona um debate sobre as normas de etiqueta e o ritmo de jogo no tênis profissional. Bryan Shelton, pai e treinador do atleta, manifestou publicamente seu descontentamento com o comportamento de Alexander Zverev durante os momentos que antecedem os saques, apontando o hábito do alemão como um fator de distração para o adversário.
O impacto da rotina de saques na concentração dos atletas
Segundo Bryan Shelton, a cadência adotada por Zverev antes de realizar o serviço ultrapassa o limite do aceitável, prejudicando o fluxo mental de quem recebe a bola. O treinador argumenta que o número excessivo de vezes que o tenista quica a bola antes de lançá-la ao ar cria uma quebra de ritmo que pode ser utilizada como uma estratégia psicológica deliberada.
A reclamação ganha relevância em um esporte onde milissegundos e o estado de prontidão física são cruciais para o sucesso de um ponto. Para Shelton, a repetição mecânica e prolongada do gesto de Zverev atua como um elemento perturbador, forçando o recebedor a manter uma tensão muscular e mental por um período superior ao necessário durante a preparação para o saque.
Debate sobre o controle de tempo nas quadras
O episódio reacende discussões antigas sobre a aplicação das regras de tempo entre os pontos e a tolerância dos árbitros com as manias individuais dos jogadores. Embora o tênis possua um cronômetro rigoroso para o início do serviço, a forma como cada atleta utiliza esse intervalo permanece um ponto de divergência entre competidores e comissões técnicas.
A crítica de Bryan Shelton reflete a frustração comum em finais de Grand Slam, onde a pressão do resultado eleva a importância de cada detalhe técnico e comportamental. Até o momento, a organização do torneio, o US Open, não emitiu comunicados oficiais sobre possíveis revisões nas diretrizes de conduta relacionadas ao tempo de preparação para o saque.
Fonte: tenisbrasil.uol.com.br

































