A ex-jogadora e atual diretora de Políticas de Futebol Feminino do Ministério do Esporte, Formiga, defende que a realização da Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil representa um divisor de águas para a modalidade. Durante a Women’s International Football Summit (WIFS), a ex-atleta enfatizou que o país vive um momento decisivo para consolidar o crescimento do esporte e expandir o acesso de meninas à prática esportiva em todo o território nacional.
Expansão do legado para além das cidades-sede
Embora o torneio tenha definido Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Salvador e Recife como palcos dos jogos, a visão de Formiga é de uma abrangência nacional. A diretora sustenta que o impacto do evento deve transcender os limites geográficos das metrópoles que receberão as partidas oficiais.
O foco principal reside no fortalecimento de projetos sociais que já atuam na base. A ideia é que a infraestrutura e a visibilidade geradas pelo mundial sirvam de alavanca para que clubes e iniciativas locais, mesmo fora da elite do futebol nacional, iniciem ou aprimorem seus programas de formação voltados ao público feminino.
Estratégia de interiorização e engajamento
A proposta apresentada pela ex-atleta envolve a descentralização do interesse pelo futebol feminino, utilizando a presença de seleções internacionais como ferramenta de fomento. Ao levar grandes equipes para regiões que não sediarão jogos, o objetivo é despertar o interesse de novas comunidades e incentivar a criação de estruturas permanentes.
Segundo Formiga, essa estratégia é fundamental para que o futebol feminino deixe de ser uma atividade concentrada em polos específicos. A gestão pública busca, com essa abordagem, garantir que o efeito da Copa do Mundo seja duradouro e inclusivo, atingindo meninas em diferentes contextos sociais.
Expectativa por título e mudança de mentalidade
A realização do mundial em solo brasileiro também eleva as expectativas em relação ao desempenho da Seleção Brasileira. Após o vice-campeonato em 2007, o país busca o título inédito, utilizando a vantagem de jogar em casa como um fator de motivação extra para o elenco.
Formiga, que encerrou sua trajetória na seleção em 2021, defende uma postura mais assertiva e confiante durante o ciclo de preparação. Para ela, o discurso sobre o futebol feminino no Brasil precisa ser taxativo e focado na transformação, superando as incertezas históricas que marcaram a modalidade nas últimas décadas.
Fonte: uol.com.br

































