O desempenho recente de Danilo e Álvaro Montoro, peças fundamentais no meio-campo do Botafogo, tem gerado debates entre torcedores e analistas. Diante da oscilação técnica da equipe, o técnico interino Rodrigo Bellão utilizou uma entrevista coletiva para esclarecer as funções táticas atribuídas aos dois jogadores e rebater críticas sobre a ocupação de espaços em campo.
A função de Danilo e a busca pelo ritmo ideal
Ao abordar a atuação de Danilo, o treinador refutou a ideia de que o atleta estivesse sendo escalado como um camisa 10 clássico. Segundo Rodrigo Bellão, o jogador atua como um segundo homem de meio-campo, um “camisa 8”, com liberdade para infiltrar na área adversária. O técnico destacou que o período de cerca de 50 dias sem sequência de jogos, impactado pela Copa do Mundo, afetou o ritmo físico do atleta.
Bellão explicou que, em partidas com marcação central compacta, como a realizada contra o Red Bull Bragantino, Danilo acaba sendo forçado a buscar o jogo pelos lados do campo. O objetivo da comissão técnica é que ele recupere a fluidez demonstrada no primeiro semestre, mantendo-se mais próximo da área para finalizar jogadas e atuar entre as linhas defensivas rivais.
Estratégia de flutuação para Álvaro Montoro
Sobre a utilização de Álvaro Montoro, que tem sido visto atuando aberto pela esquerda, o interino esclareceu que a movimentação faz parte de uma estratégia de alternância. O jogador possui autonomia para flutuar entre o corredor lateral e o setor central, dependendo da compactação do adversário e da necessidade de criar superioridade numérica.
O treinador reforçou que essa liberdade tática é a mesma aplicada no confronto contra o Palmeiras, ocasião em que o meia recebeu elogios pelo desempenho. A intenção é que Montoro ofereça amplitude quando necessário, mas que também consiga transitar para o meio, onde pode ditar o ritmo e conectar o ataque, especialmente quando o time precisa contornar defesas bem postadas.
Desafios na transição e compactação defensiva
Além das funções individuais, Rodrigo Bellão reconheceu que o coletivo do Botafogo ainda busca a estabilidade necessária para evitar contra-ataques. A dificuldade em consolidar a transição defensiva tem sobrecarregado o meio-campo, forçando jogadores como Danilo a recuarem mais do que o planejado originalmente. O técnico enfatizou que o ajuste passa pela melhor ocupação de espaços e pela execução precisa das variações táticas treinadas durante a semana, conforme detalhado no portal FogãoNET.
Fonte: fogaonet.com

































