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Brasileirão atinge a marca de 200 partidas realizadas às 11h

Brasileirão atinge a marca de 200 partidas realizadas às 11h

O Campeonato Brasileiro alcançou, no último domingo (6), a marca expressiva de 200 partidas disputadas na faixa das 11h. O marco foi consolidado com o confronto entre Mirassol e Coritiba, que terminou com vitória dos mandantes por 2 a 1. Desde a implementação deste horário, em 2015, a grade tem sido alvo de debates intensos entre clubes, entidades e torcedores, refletindo mudanças constantes na logística e na estratégia de transmissão do futebol nacional.

Trajetória e protagonismo dos clubes no horário

Ao longo do período analisado, que compreende de 2015 até 6 de setembro de 2026, a Chapecoense se consolidou como a equipe com maior número de aparições, totalizando 22 jogos. O Flamengo ocupa a segunda posição, com 21 participações, seguido pelo Atlético-MG, que completa o pódio com 20 partidas. A disparidade entre o número de jogos e o aproveitamento é notável, com o Galo e o Santos liderando o ranking de vitórias, somando 11 triunfos cada.

Apesar da alta frequência, nem todos os clubes obtiveram sucesso esportivo no período. A Chapecoense, embora recordista de jogos, venceu apenas cinco vezes. Em contrapartida, o São Paulo apresenta um desempenho superior entre os times mais assíduos, mantendo um aproveitamento de 72,2% em 12 partidas, sem registrar nenhuma derrota no horário matutino.

Desigualdade na distribuição de mandos de campo

A organização das tabelas revelou uma distribuição desigual dos mandos de campo. Enquanto Grêmio, Chapecoense e Flamengo lideraram como mandantes, com 13 jogos cada, outras agremiações enfrentaram cenários distintos. O Bahia, por exemplo, disputou 12 partidas às 11h, atuando em todas elas como visitante, situação similar à vivida pelo Ceará e pelo Cuiabá.

O impacto logístico também é um ponto de atenção recorrente. Desde 2015, foram registradas 14 situações em que clubes entraram em campo em uma quinta-feira e precisaram atuar novamente no domingo, às 11h. Esse cenário impõe desafios severos à recuperação física dos atletas e à logística de viagens, sendo Coritiba, América-MG e Atlético-GO os clubes que mais enfrentaram essa sequência apertada.

Perspectivas da CBF e o futuro da grade

Apesar da queda recente na utilização do horário — que atingiu seu pico em 2016 com 38 jogos e registrou apenas seis em 2025 —, a CBF estuda ampliar o uso estratégico das 11h. A entidade aponta que o período possui boa aderência ao mercado internacional e desempenho satisfatório em condições climáticas favoráveis. A definição da tabela segue um complexo equilíbrio entre interesses de transmissão, segurança, logística e o cumprimento de acordos trabalhistas.

Para mais detalhes sobre o histórico e as estatísticas das competições nacionais, consulte a página oficial da CBF. O debate sobre a manutenção ou expansão deste horário permanece aberto, equilibrando a necessidade de audiência com o bem-estar dos atletas e a equidade esportiva entre os participantes da Série A.

Fonte: uol.com.br

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