O Ministério Público iniciou uma apuração rigorosa sobre a comercialização de entradas para partidas de Flamengo e Fluminense no Maracanã. A investigação aponta que a dupla Fla-Flu estaria disponibilizando um volume de ingressos superior à capacidade permitida pelas normas de segurança vigentes para o estádio.
A prática, conforme os levantamentos iniciais, teria resultado em episódios de superlotação, especialmente no setor norte e nas áreas destinadas a cadeiras cativas durante os compromissos do rubro-negro. A situação levanta preocupações imediatas sobre a integridade física dos torcedores presentes nos eventos esportivos.
Riscos e sanções por superlotação no Maracanã
As autoridades competentes avaliam que a venda excedente compromete os protocolos de evacuação e o controle de público. Caso as irregularidades sejam confirmadas ao final do processo administrativo e judicial, os clubes podem enfrentar punições severas, incluindo a perda do mando de campo por um período de até seis meses.
A medida visa garantir que a gestão dos eventos esportivos siga estritamente os laudos técnicos de engenharia e segurança. A fiscalização busca coibir práticas que priorizem o lucro em detrimento da segurança dos frequentadores do estádio.
Desdobramentos da investigação do Ministério Público
O caso ganhou visibilidade após apuração do jornalista Diogo Dantas, que detalhou como o sistema de vendas teria operado à margem das permissões legais. A investigação segue em curso para identificar os responsáveis pelo controle de acesso e pela emissão dos bilhetes eletrônicos.
A expectativa é que o Ministério Público apresente novas evidências nos próximos meses. Enquanto isso, a gestão do estádio e as diretorias das agremiações devem prestar esclarecimentos sobre os procedimentos adotados na bilheteria e na organização das partidas.
Fonte: netvasco.com.br

































