O cenário político do futebol mundial aponta para a continuidade da gestão de Gianni Infantino à frente da Fifa. Apesar de enfrentar resistências pontuais em blocos europeus, o atual presidente da entidade conseguiu articular uma base de apoio robusta o suficiente para assegurar sua permanência no cargo, frustrando as tentativas de oposição que buscavam uma alternância de poder no comando da instituição.
A resiliência de sua administração, construída ao longo de uma década de articulações, provou ser superior aos desgastes gerados por projetos comerciais controversos. Mesmo após o fracasso de iniciativas que visavam a negociação de fatias significativas das competições geridas pela entidade, a rede de alianças de Infantino demonstrou solidez, mantendo a coesão necessária para sustentar sua candidatura perante as 211 federações-membro.
Resistência europeia e o impasse na sucessão
O desgaste político de Gianni Infantino atingiu seu ápice quando o dirigente liderou uma proposta para ceder 20% dos direitos de torneios a investidores privados. A medida gerou uma reação imediata de órgãos como a Uefa, a AFC e a Concacaf, que manifestaram protestos públicos. A França, inclusive, retirou formalmente seu apoio após uma deliberação unânime de seu comitê executivo.
Contudo, a oposição esbarra na ausência de um nome viável capaz de unificar um bloco forte o suficiente para superar o atual mandatário. A necessidade de uma coalizão que ultrapasse os 55 filiados da Uefa tornou-se um obstáculo intransponível, levando figuras como Nasser Al-Khelaifi e Victor Montagliani a descartarem qualquer intenção de entrar na disputa presidencial sem garantias matemáticas de vitória.
Alianças estratégicas e o domínio continental
Enquanto o bloco europeu busca alternativas, o presidente da Fifa mantém um controle firme em outras regiões estratégicas. Na Oceania, dirigentes como Steeve Laigle reforçaram o alinhamento com a atual gestão. Da mesma forma, a Confederação Africana de Futebol e a Conmebol mantêm um suporte sólido, garantindo que o projeto político de Infantino permaneça inalterado em diversos continentes.
O alinhamento foi reafirmado durante a cúpula realizada em Rabat, onde a cúpula da entidade demonstrou total apoio ao líder. Esse suporte geográfico diversificado neutraliza as críticas vindas do continente europeu e consolida a posição de Infantino como o único nome com viabilidade real para o pleito, conforme reportado pela Reuters.
Perspectivas para o congresso eletivo
Diante da dificuldade de destronar o atual presidente nas urnas, a oposição agora estuda reorientar seus objetivos estratégicos. O foco dos debates liderados pela Uefa tem se voltado para a descentralização administrativa e a possível transferência de atribuições para o cargo de secretário-geral, atualmente ocupado por Mattias Grafström.
Essas discussões visam redefinir o tom da disputa rumo ao congresso eletivo, que está agendado para o dia 18 de março de 2027, em Rabat. Até lá, a ausência de um concorrente de peso mantém Gianni Infantino em uma posição confortável, permitindo que a entidade siga com seu planejamento atual sem grandes sobressaltos políticos.
Fonte: terra.com.br

































