A organização do Aberto da Austrália oficializou nesta quinta-feira que o formato de disputa das partidas masculinas permanecerá inalterado, mantendo o sistema de melhor de cinco sets. A decisão surge como uma resposta direta à repercussão negativa gerada pelas declarações recentes do novo CEO da entidade, Andrew Abdo, que havia sugerido publicamente a possibilidade de mudanças estruturais no torneio.
Em comunicado oficial divulgado por meio de suas redes sociais, o torneio reforçou seu compromisso com as tradições do esporte. “Embora a inovação faça parte do DNA do Aberto da Austrália, os cinco sets no tênis vieram para ficar. Em breve, revelaremos mais novidades para o Aberto da Austrália de 2027”, declarou a organização, dissipando as incertezas que pairavam sobre o futuro do Grand Slam.
Polêmica sobre o formato de disputa e o legado de Andrew Abdo
A controvérsia teve início durante o evento SportNXT, realizado em Melbourne nesta semana. Andrew Abdo, que assumiu o comando da Tennis Australia após a saída de Craig Tiley — agora CEO da USTA —, defendeu a necessidade de tornar o tênis mais atrativo para as novas gerações. O dirigente, que possui histórico na gestão da principal liga de rúgbi do país, sugeriu que o sistema de pontuação e a duração das partidas deveriam ser revistos.
“Talvez, no futuro, os Grand Slam não sejam disputados em cinco sets durante todo o torneio e pode ser que o sistema de pontuação mude. Precisamos explorar novas fórmulas”, afirmou Abdo. A sugestão gerou um debate imediato entre torcedores, especialistas e atletas, que veem no formato tradicional um dos pilares de resistência e resiliência dos grandes nomes do circuito profissional.
O debate sobre a duração das partidas nos torneios Grand Slam
O tema da duração dos jogos ganhou força após episódios recentes em outros torneios do circuito, como o US Open. A maratona entre Ben Shelton e Carlos Alcaraz, que terminou às 3h33 do horário local após 4h28 de confronto, reacendeu as discussões sobre o desgaste físico e o horário de término das partidas. O evento estabeleceu um novo recorde de finalização tardia na competição, intensificando as críticas sobre a viabilidade do formato atual.
Apesar das dificuldades logísticas, muitos jogadores defendem a permanência da tradição. O tenista Frances Tiafoe, após vencer Alex Michelsen por 3 a 2, manifestou publicamente seu apoio ao modelo, argumentando que a resistência física e mental exigida pelos cinco sets é parte essencial da identidade do tênis. A posição da organização australiana, ao menos para 2027, coloca um ponto final nas especulações e transfere a pressão para os demais torneios do Grand Slam, que agora enfrentam o desafio de equilibrar inovação e preservação histórica.
Fonte: tenisbrasil.uol.com.br


































