O ex-número 1 do mundo Andy Roddick manifestou seu posicionamento contrário às críticas sobre a extensão das partidas no US Open. Em um cenário onde o calendário do tênis profissional enfrenta debates intensos sobre horários, o campeão de 2003 argumenta que a natureza extenuante dos jogos longos é um diferencial fundamental da modalidade.
A complexidade logística das sessões noturnas
Durante seu podcast Served, Roddick destacou que as reclamações frequentes sobre o encerramento tardio dos jogos carecem de alternativas viáveis. O ex-tenista ressaltou que a organização do torneio em Nova York precisa lidar com a logística de esvaziar a Arthur Ashe, que comporta cerca de 25 mil espectadores, antes de preparar o estádio para a sessão seguinte.
O impacto do recorde de duração
O debate ganhou força após o confronto entre Ben Shelton e Carlos Alcaraz, que estabeleceu um novo recorde de término no torneio ao finalizar às 3h33 da madrugada. A partida, que durou 4h27, superou a marca anterior estabelecida em 2022, quando Alcaraz venceu Jannik Sinner em um duelo encerrado às 2h50.
A identidade do tênis como esporte de resistência
Para Roddick, alterar o formato das partidas para torná-las mais curtas poderia comprometer a essência do tênis. O norte-americano defende que a dificuldade extrema de manter a performance em jogos longos é o que confere ao esporte seu status de desafio físico único. Ele questiona se, ao remover essa característica, o tênis manteria sua reputação de ser uma das modalidades mais exigentes do mundo.
O valor do espetáculo esportivo
Embora reconheça que o horário avançado possa ser inconveniente para o público, Roddick convida os críticos a considerarem a qualidade técnica e a emoção dos confrontos. Ao citar o exemplo recente de Shelton e Alcaraz, o dono de 32 títulos da ATP reforça que o entretenimento proporcionado por duelos de alto nível justifica a permanência do formato atual. Saiba mais sobre o calendário do circuito em atptour.com.
Fonte: tenisbrasil.uol.com.br

































