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Credores buscam na Justiça suspensão da venda da nova SAF do Vasco

Credores buscam na Justiça suspensão da venda da nova SAF do Vasco

Um grupo de oito credores protocolou uma nova petição no processo de Recuperação Judicial do Club de Regatas Vasco da Gama, solicitando a suspensão temporária dos trâmites que visam a criação de uma nova Sociedade Anônima do Futebol (SAF). O documento, apresentado em 7 de setembro de 2026, argumenta que o procedimento de escolha de um novo investidor está avançando sem a devida análise de uma tutela de urgência anteriormente solicitada.

Questionamentos sobre a estrutura financeira e o novo DIP

A representação jurídica dos credores aponta preocupações com a operação financeira denominada como novo DIP, que prevê um aporte de até R$ 150 milhões. O questionamento central reside no fato de que este pedido ocorreu logo após a contratação de um financiamento de R$ 40 milhões, elevando o nível de endividamento e comprometimento de ativos.

Segundo os autores da petição, a operação inclui a cessão fiduciária de todos os recebíveis presentes e futuros do clube, além do aval da associação. Eles classificam a estrutura proposta como uma “SAF da SAF”, temendo que o modelo contrarie dispositivos da Lei das SAFs e comprometa o fluxo financeiro destinado aos credores.

Exigência de transparência e análise judicial

Outro ponto crítico levantado pelos advogados é a ausência de contratos ou pré-contratos detalhando as condições da negociação com o novo investidor nos autos do processo. Existe um receio explícito de que a migração de atletas, contratos e receitas para uma nova pessoa jurídica ocorra antes que as instâncias judiciais avaliem a legalidade da transação.

Diante desse cenário, o grupo solicitou à 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro o bloqueio de atos de constituição e registro da nova entidade. Além disso, pedem a suspensão da fase decisória do processo competitivo da UPI Equity por um prazo de até 30 dias, ou até que ocorra uma deliberação formal pela Assembleia Geral de Credores. O caso segue sob análise do judiciário, conforme informações disponíveis no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Fonte: netvasco.com.br

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