A técnica do time feminino do Corinthians, Emily Lima, reforçou a urgência pela regularização das pendências financeiras com o elenco antes do confronto decisivo contra o Bahia, válido pela semifinal do Campeonato Brasileiro. A treinadora aguarda que a diretoria cumpra os compromissos salariais após o descumprimento de um prazo anteriormente estabelecido pelo clube.
Expectativa por solução antes da decisão
Em entrevista coletiva após a vitória sobre o Cruzeiro, Emily Lima destacou que a semana será fundamental para que a situação seja resolvida internamente. Embora a diretoria tenha apresentado justificativas para o atraso no segundo prazo, a treinadora enfatiza que o foco total precisa estar na preparação para o duelo de ida contra o Bahia, marcado para o próximo domingo (13).
A treinadora evitou detalhar os motivos expostos pelo clube para o não pagamento, tratando o tema como uma questão restrita ao ambiente interno. O elenco, que busca o oitavo título nacional, aguarda uma definição rápida para que o foco esportivo não seja prejudicado pela instabilidade financeira, que envolve atrasos em direitos de imagem e premiações.
Combate a vazamentos e ética no elenco
Além da questão financeira, Emily Lima manifestou preocupação com a exposição de assuntos internos do clube. A técnica classificou como antiética a divulgação de informações do grupo para a imprensa, citando que até detalhes táticos chegaram ao conhecimento público de forma indevida. A comissão técnica trabalha para identificar a origem desses vazamentos.
A treinadora reforçou que mantém sigilo absoluto sobre a rotina do time, inclusive com familiares que atuam no jornalismo, como seu irmão, Weber Lima. Segundo ela, a divulgação de dados estratégicos serve apenas para beneficiar adversários e enfraquecer o trabalho realizado pelo grupo em campo.
Impacto no desempenho e cobranças das atletas
A dívida acumulada pelo Corinthians com a equipe feminina é estimada em cerca de R$ 1,5 milhão, abrangendo direitos de imagem e premiações de conquistas recentes, como a Libertadores de 2025. Jogadoras como a meia Belén Aquino e a goleira Nicole admitiram que a situação gera um desgaste emocional, afetando o bem-estar das profissionais e de suas famílias.
Apesar do cenário desafiador, as atletas afirmam que o ambiente interno apresentou melhoras após reuniões diretas com a diretoria, incluindo o presidente Osmar Stabile. O objetivo do grupo é manter o profissionalismo e a concentração na busca pelo sétimo título consecutivo, enquanto a diretoria tenta equacionar as pendências financeiras que já motivaram protestos da torcida no estádio do Canindé.
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Fonte: uol.com.br

































