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Gianni Infantino oficializa candidatura para novo mandato na presidência da Fifa

Gianni Infantino oficializa candidatura para novo mandato na presidência da Fifa

O atual presidente da Fifa, Gianni Infantino, confirmou que buscará a reeleição para um novo mandato à frente da entidade máxima do futebol mundial. A decisão, que mantém o planejamento anunciado publicamente em abril, ocorre em um momento de crescente pressão política e questionamentos sobre a gestão do dirigente, que ocupa o cargo desde 2016.

A confirmação foi reiterada por um porta-voz da instituição neste domingo, em resposta a consultas sobre a continuidade do projeto de liderança de Infantino. O pleito está agendado para ocorrer durante o congresso da entidade, que será realizado no Marrocos, em março de 2027. Até o momento, o cronograma eleitoral segue inalterado.

Contexto político e articulações para o pleito

O cenário que antecede a eleição é marcado por uma disputa de influência dentro da organização. O prazo final para a formalização de candidaturas que pretendam desafiar a atual gestão encerra-se em 18 de novembro. Embora Infantino tenha recebido manifestações de apoio de diversas federações nacionais, o ambiente interno enfrenta divisões significativas.

A oposição ao presidente tem se articulado principalmente a partir da Uefa e da Concacaf. Conforme apurado pelo colunista Rodrigo Mattos, a insatisfação de setores importantes da comunidade do futebol internacional ganhou força após tentativas da gestão de negociar direitos comerciais da Copa do Mundo com investidores privados, uma iniciativa que gerou forte resistência política.

Divergências sobre o futuro das competições

A disputa eleitoral reflete divergências profundas sobre o modelo de governança e o formato dos torneios globais. O projeto de expansão do Mundial de Clubes, defendido enfaticamente por Infantino, é um dos pontos centrais de debate. Além disso, a proposta da Conmebol de ampliar a Copa do Mundo de 48 para 64 seleções encontra barreiras na Uefa e na Concacaf, evidenciando a fragmentação de interesses entre as confederações continentais.

Durante uma recente viagem à Polônia, por ocasião da abertura da Copa do Mundo feminina sub-20, o dirigente evitou aprofundar o debate sobre sua permanência no cargo. Infantino afirmou que haverá um momento e um local apropriados para discutir o tema, mantendo a postura de foco nas atividades operacionais da entidade enquanto o processo eleitoral não atinge sua fase decisiva.

Fonte: uol.com.br

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