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Investigação aponta elo entre atacante do Vasco e chefia do tráfico no Espírito Santo

A Polícia Civil do Espírito Santo revelou detalhes de uma investigação que aponta o envolvimento do atacante David Corrêa, jogador do Vasco, com o crime organizado. Segundo as autoridades, o atleta teria financiado atividades ilícitas coordenadas por seu ex-agente, Édson Vander da Silva Júnior, que exercia simultaneamente a gestão da carreira do jogador e a liderança do tráfico de drogas no bairro Serra Dourada 3, na região da Grande Vitória.

Conexão entre gestão de carreira e crime organizado

O delegado Rodrigo Sandi Mori, chefe da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Serra, confirmou que o ex-agente controlava integralmente a vida financeira e profissional do jogador. As provas coletadas nos autos indicam que essa proximidade permitiu que o empresário utilizasse recursos do atleta para sustentar operações criminosas, incluindo a compra de entorpecentes e armamento.

Édson Vander da Silva Júnior, de 32 anos, foi preso em 20 de agosto de 2024, em um apartamento em Vila Velha. Ele atuava ao lado de Ruan de Freitas Camargo Cruz, de 27 anos, na coordenação do tráfico local após a morte do antigo líder da facção. A dupla gerenciava desde a logística de distribuição de drogas até transferências financeiras via Pix.

Diálogos revelam financiamento e incitação à violência

A análise pericial do celular de Édson, autorizada pela Justiça, expôs conversas diretas entre o agente e o jogador. Os diálogos, que agora compõem o inquérito policial, sugerem que o atleta tinha conhecimento das ações da quadrilha e, em diversos momentos, demonstrou apoio a atos violentos ocorridos na região.

Em um dos episódios, após uma tentativa de homicídio em março de 2024, o jogador comentou sobre o estado de saúde da vítima, afirmando que o alvo “mereceu tomar uns tiros”. Em outra ocasião, ao receber a foto de uma pistola de grosso calibre enviada pelo agente, o atacante incentivou o uso do armamento com a frase: “Tem que matar um para ver de qual é”.

Desdobramentos da Operação A Tropa

A investigação teve início após uma tentativa de homicídio ocorrida em 15 de março de 2024, no bairro Novo Porto Canoa. Na ocasião, um jovem foi sequestrado e baleado por suspeitos de integrarem a facção, mas sobreviveu ao se fingir de morto e colaborou com a polícia para identificar os agressores. O caso levou à descoberta do vínculo entre o jogador e o grupo criminoso.

O inquérito culminou na deflagração da Operação “A Tropa”, realizada na segunda-feira (31), que cumpriu 15 mandados de busca e quatro de prisão temporária em todo o país. As autoridades continuam apurando o nível de participação do jogador no esquema, enquanto o processo segue sob sigilo judicial. Mais informações sobre o caso podem ser acompanhadas pelo portal G1.

Fonte: netvasco.com.br

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