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Corinthians recusa repasse de documentos sigilosos a perito sobre dívida da Arena

Corinthians recusa repasse de documentos sigilosos a perito sobre dívida da Arena

O Corinthians oficializou que não fornecerá documentos sigilosos ao perito Anísio Costa Castelo Branco, responsável por um laudo que aponta supostas cobranças indevidas da Caixa Econômica Federal no financiamento da Neo Química Arena. A negativa foi confirmada pelo diretor de Negócios Jurídicos do clube, Pedro Soares, que desmentiu declarações anteriores do especialista sobre um possível compartilhamento de dados financeiros.

Limites contratuais e sigilo bancário

A decisão do clube alvinegro baseia-se em cláusulas de confidencialidade presentes nos contratos firmados com a instituição financeira. Segundo apuração, o Corinthians não possui obrigação legal de entregar tais documentos a terceiros, mesmo diante de solicitações extrajudiciais. O fornecimento de informações sensíveis dependeria exclusivamente de uma determinação judicial expressa.

O clube reforçou que mantém uma postura de abertura para ouvir contribuições, mas ressaltou que já possui um grupo interno dedicado ao tema. Atualmente, a gestão conduz negociações avançadas com a Caixa para buscar uma solução definitiva para a dívida, que é estimada em R$ 640 milhões.

Questionamentos sobre a metodologia pericial

A diretoria corinthiana manifestou ressalvas quanto à precisão dos cálculos apresentados por Anísio Castelo Branco. O clube argumenta que o próprio perito admitiu não ter tido acesso a todos os extratos necessários para uma auditoria completa. Além disso, as contas da Arena já foram submetidas anteriormente a análises de empresas renomadas, como Ernst & Young, Alvarez & Marsal e KPMG.

Investigação do Ministério Público

O caso ganhou notoriedade após o Ministério Público de São Paulo instaurar um procedimento para investigar a evolução do saldo devedor. A representação de Castelo Branco aponta uma divergência de R$ 255,75 milhões nos cálculos do financiamento. O promotor Cássio Roberto Conserino, responsável pelo caso, chegou a identificar variações expressivas em taxas de juros aplicadas sobre parcelas em atraso.

Em contrapartida, a Caixa Econômica Federal nega qualquer irregularidade. Em nota oficial, a instituição financeira afirmou que todos os contratos e renegociações seguiram rigorosamente a legislação vigente, as normas do Banco Central e os critérios de governança corporativa.

Fonte: gazetaesportiva.com

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