O US Open segue sendo palco de reviravoltas intensas em suas fases iniciais. A segunda rodada do torneio em Nova York foi marcada por eliminações precoces de nomes consolidados e pelo encerramento da trajetória de um dos jogadores mais carismáticos do circuito mundial, o francês Gael Monfils, que se despediu dos torneios de Grand Slam sob forte aclamação do público no estádio Arthur Ashe.
A queda de favoritos e a ascensão de novos nomes
A instabilidade tomou conta da chave masculina, com a saída de tenistas que haviam alcançado fases agudas em edições recentes do torneio. O canadense Félix Auger-Aliassime, número 4 do mundo, foi superado pelo experiente Karen Khachanov. O russo, que não vencia um top 10 em Grand Slams desde 2019, aproveitou-se de um momento de fragilidade física do adversário, que relatou tonturas durante a partida.
Outro destaque foi a vitória de Botic van de Zandschulp sobre Alex de Minaur. O holandês, que já havia alcançado as quartas de final em Nova York, impôs seu ritmo de jogo contra um australiano que parecia desconectado da partida. Enquanto isso, o desconhecido Dane Sweeny protagonizou a maior surpresa ao virar o confronto contra Lorenzo Musetti, marcando sua primeira sequência de vitórias em nível ATP.
O adeus de Gael Monfils ao cenário dos Grand Slams
Gael Monfils encerrou sua participação em seu 70º e último Grand Slam. Ao longo de sua carreira, o francês acumulou 131 vitórias em torneios deste porte, estabelecendo um recorde nacional. Embora tenha alcançado semifinais em Paris e Nova York, Monfils ficou marcado pelo estilo de jogo mágico e pela entrega física, que muitas vezes resultou em lesões e resultados aquém do potencial técnico.
No confronto final contra o jovem Learner Tien, o veterano foi ovacionado pela torcida. O adversário, em um gesto de respeito, pediu aplausos ao francês após a partida. Aos 38 anos, Monfils deixa o circuito como uma das figuras mais icônicas da modalidade, reconhecido tanto por sua longevidade quanto por sua capacidade de entreter o público.
Cenário competitivo e expectativas para a terceira rodada
A imprevisibilidade domina os próximos confrontos em Nova York. Taylor Fritz, finalista de 2024, surge como um dos favoritos, especialmente por ter administrado bem o desgaste físico nas rodadas iniciais. Ele terá pela frente Francisco Cerúndolo, enquanto outros duelos como Jakub Mensik contra Learner Tien prometem testar a consistência dos atletas em ascensão.
No circuito feminino, Iga Swiatek mantém uma marca impressionante ao alcançar a terceira rodada em 27 Grand Slams consecutivos, um feito raro na história do esporte. Nomes como Elena Rybakina, Coco Gauff e Naomi Osaka também seguem vivos na competição, cada uma lidando com seus desafios particulares para avançar rumo à segunda semana do torneio.
Fonte: tenisbrasil.uol.com.br


































