O automobilismo internacional pode estar prestes a reconquistar um dos seus palcos mais tradicionais. Informações divulgadas pelo portal americano RACER indicam que a IndyCar tem mantido conversas avançadas com equipes e pilotos sobre a viabilidade de realizar uma etapa no Brasil em 2027. O foco das negociações aponta para o Autódromo Internacional Ayrton Senna, localizado em Goiânia.
As tratativas ganharam tração após visitas técnicas realizadas por representantes da Penske Entertainment. O CEO da organização, Mark Miles, esteve no circuito goiano em três ocasiões distintas, acompanhado por uma comitiva da categoria. O contato direto com o governo local, representado pelo governador Daniel Vilela, reforça o interesse mútuo em viabilizar o retorno da IndyCar ao solo brasileiro.
Infraestrutura e adequação do circuito goiano
O Autódromo Internacional Ayrton Senna possui atualmente a certificação grau 2 da FIA, o que o coloca no radar para receber eventos de grande porte. Em março, o local foi palco do GP do Brasil de MotoGP, evento que marcou o reencontro do país com a elite da motovelocidade após um hiato de 22 anos.
Apesar do potencial, o traçado enfrentou desafios logísticos recentes. Problemas detectados na qualidade do asfalto exigiram o fechamento temporário da pista para um processo de revitalização e recapeamento completo. A previsão das autoridades locais é que o circuito esteja plenamente operacional para competições de alto nível a partir de outubro.
Contexto político e prazos para o acordo
A viabilização do projeto está intrinsecamente ligada à agenda política do estado de Goiás. A administração atual busca consolidar a região como um hub de grandes eventos esportivos, visando o impacto direto na geração de empregos e na movimentação financeira local. O governador Daniel Vilela manifestou otimismo quanto à possibilidade de integrar o calendário internacional.
Existe, contudo, uma pressão temporal para a concretização das negociações. Com as eleições estaduais previstas para outubro, há uma movimentação para que o acordo seja formalizado antes do pleito. A cautela se justifica pela possibilidade de mudanças nas prioridades administrativas, o que poderia impactar a continuidade do projeto caso a gestão estadual sofra alterações.
Fonte: motorsport.uol.com.br


































