A Uefa prepara um movimento estratégico nesta quinta-feira que pode resultar na retirada da ameaça de boicote às competições organizadas pela Fifa. A decisão, embora sinalize uma trégua imediata, não representa o fim das tensões políticas entre a entidade europeia e o comando do futebol mundial, liderado por Gianni Infantino.
Contexto da crise e a disputa comercial
O conflito teve início em 30 de julho, quando a Uefa e suas 55 federações filiadas anunciaram, por unanimidade, a intenção de boicotar eventos da Fifa. A medida foi uma resposta direta ao projeto de Gianni Infantino de criar uma sociedade comercial aberta a investidores privados para gerir torneios internacionais.
Embora o presidente da Fifa tenha recuado da proposta original diante da forte resistência institucional, a Uefa manteve a ameaça de boicote. A exigência europeia é clara: garantir que iniciativas que, segundo a entidade, desfiguram a essência do futebol não voltem a ser pautadas pela cúpula da organização.
Logística e o impacto nos torneios de base
A iminente suavização da postura europeia está diretamente ligada à proximidade da Copa do Mundo Feminina Sub-20. O torneio, que será realizado na Polônia entre 5 e 27 de setembro, coloca as federações europeias em uma posição delicada, uma vez que diversas seleções do continente estão classificadas para a competição.
A Polônia, que manteve sua disposição em sediar o evento mesmo durante o auge da crise, seria a principal prejudicada por um eventual boicote. A necessidade de preservar o calendário esportivo e o desenvolvimento das categorias de base aparece, neste momento, como um fator determinante para o recuo diplomático da Uefa.
Alianças políticas e o futuro da presidência
Apesar da possível trégua, a Uefa segue articulando uma oposição consistente à gestão de Gianni Infantino. Em aliança estratégica com a Concacaf e a AFC, a entidade europeia busca viabilizar uma alternativa para as eleições presidenciais marcadas para 18 de março de 2027.
O presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, confirmou na segunda-feira que não pretende se candidatar ao cargo máximo da Fifa. Contudo, o dirigente reforçou que trabalha ativamente para encontrar um nome capaz de enfrentar Gianni Infantino nas urnas, embora o poder de decisão final resida nas 211 federações nacionais que compõem o colégio eleitoral da Fifa.
Fonte: gazetaesportiva.com


































