O elenco profissional da Associação Atlética Ponte Preta oficializou, nesta quarta-feira, 26 de agosto de 2026, a paralisação de suas atividades. A decisão, motivada pela falta de pagamento de salários e direitos de imagem, que em determinados casos acumulam seis meses de atraso, marca um ponto crítico na crise institucional que assola o clube campineiro.
Em nota oficial, os atletas denunciaram o abandono da gestão e a ausência de garantias por parte da diretoria. A medida, que interrompe os treinamentos e a participação em competições, foi adotada após o esgotamento do prazo estipulado pelo grupo para a regularização dos débitos financeiros.
Amparo legal para a paralisação das atividades
A decisão do elenco encontra respaldo direto na legislação esportiva brasileira. Os jogadores fundamentaram a greve no inciso 5º do artigo 90 da Lei Geral do Esporte, que confere ao atleta profissional o direito de recusar-se a competir caso os vencimentos estejam atrasados por dois ou mais meses.
O grupo ressaltou que a escolha pela interrupção das atividades foi tomada após um longo período de espera, visando preservar o respeito à instituição e à torcida. Contudo, a falta de diálogo com a atual gestão tornou a continuidade dos trabalhos insustentável para os profissionais.
Crise institucional e declínio esportivo
O cenário de instabilidade financeira reflete diretamente no desempenho da equipe dentro de campo. A Ponte Preta enfrenta um dos momentos mais delicados de sua história recente, ocupando a lanterna da Série B do Campeonato Brasileiro com apenas 10 pontos conquistados.
A situação é agravada por uma sequência negativa de 18 jogos sem vitórias. O contexto atual contrasta drasticamente com o ano de 2025, quando o clube celebrou a conquista da Série C, seu primeiro título nacional, seguido pelo rebaixamento para a Série A2 do Campeonato Paulista no início de 2026.
Impactos da gestão no cotidiano do clube
Os atletas relataram um sentimento de abandono, descrevendo a rotina no clube como marcada por incertezas. Segundo o comunicado, a diretoria não tem fornecido as satisfações necessárias ou garantias de pagamento, o que desestabilizou o ambiente de trabalho e a preparação do time para os compromissos da temporada.
A paralisação permanece por tempo indeterminado, até que a situação financeira seja devidamente regularizada. Para mais informações sobre o desdobramento deste caso, acompanhe as atualizações em fontes oficiais como a Gazeta Esportiva.
Fonte: gazetaesportiva.com


































