Um trágico incêndio atingiu na quarta-feira (26) a ala de maternidade do Hospital do Instituto de Ciências Médicas do Paquistão (PIMS), em Islamabad, resultando na morte de pelo menos 14 recém-nascidos. O fogo, que se espalhou rapidamente pelo terceiro andar da unidade de saúde materna e pediátrica, foi atribuído pelas autoridades a uma falha técnica em um aparelho de ar-condicionado.
Origem das chamas e falhas na infraestrutura
Segundo a administração do distrito de Islamabad, o alerta de emergência foi emitido pouco antes das 7h, no horário local. A porta-voz do hospital, Aneeza Jalil, confirmou que o incidente teve início após uma falha elétrica no sistema de refrigeração da unidade. Testemunhas relataram a presença de uma densa fumaça preta, que dificultou a evacuação imediata dos pacientes e recém-nascidos internados na terapia intensiva neonatal.
Familiares e sobreviventes denunciaram problemas graves de segurança no edifício. Relatos indicam que portas da unidade estavam trancadas, impedindo a saída rápida das vítimas, e que o hospital carecia de equipamentos adequados de combate a incêndios. Algumas testemunhas afirmaram que foi necessário arrombar portas e quebrar janelas para que as equipes de resgate pudessem acessar o local e controlar as chamas.
Investigação e reação do governo
O primeiro-ministro Shehbaz Sharif e o ministro do Interior, Mohsin Naqvi, manifestaram profundo pesar pela tragédia. O governo determinou a abertura imediata de uma investigação rigorosa para apurar as causas exatas do curto-circuito e as possíveis negligências administrativas. Sharif declarou que os responsáveis pela falta de manutenção ou falhas de segurança deverão ser identificados e submetidos às punições mais severas previstas pela lei.
Histórico de tragédias por negligência no Paquistão
O incidente em Islamabad reacende o debate sobre a fragilidade das normas de segurança e construção em grandes edifícios no Paquistão. A fiscalização insuficiente em infraestruturas públicas e privadas tem sido um fator recorrente em tragédias fatais no país. Em janeiro, um incêndio em um centro comercial de Karachi resultou em 67 mortes, evidenciando a vulnerabilidade crônica de locais com grande circulação de pessoas.
O histórico recente do país inclui outros episódios graves, como o incêndio em uma fábrica têxtil em 2012, que vitimou ao menos 300 trabalhadores devido à ausência de saídas de emergência. A repetição desses eventos pressiona as autoridades por reformas estruturais urgentes, visando garantir que hospitais e edifícios comerciais cumpram protocolos básicos de prevenção contra incêndios e proteção à vida.
Fonte: terra.com.br

































