O planejamento do Santos para a sequência da temporada ganha contornos de urgência com a expectativa pela resolução do transfer ban. Em meio às movimentações nos bastidores, o nome do volante Arthur, atualmente livre no mercado após rescindir seu vínculo na Europa, surgiu como uma possibilidade de contratação. No entanto, a estratégia de buscar um meio-campista é questionada por especialistas que apontam carências mais latentes no elenco alvinegro.
Durante a Live do Santos, no Canal UOL, o comentarista Bira defendeu que o clube deveria direcionar seus esforços para a contratação de um lateral-direito. Para o analista, o setor defensivo apresenta fragilidades que comprometem o desempenho coletivo, especialmente no que diz respeito à recomposição tática e à intensidade física exigida durante os 90 minutos das partidas.
Necessidade de reforços nas laterais e o debate sobre o meio-campo
A avaliação técnica indica que o Santos possui alternativas internas para o setor de meio-campo, o que tornaria a chegada de um volante menos prioritária. Nomes como Gustavinho, Oliva e Schmidt, além de Barreal, são vistos como peças que podem suprir as demandas da posição. Segundo Bira, o desenvolvimento de Gustavinho e a capacidade técnica de outros atletas do plantel reduzem a necessidade de um investimento imediato no setor.
Em contrapartida, a lateral-direita é identificada como um ponto crítico. Mesmo diante de opções de mercado que atravessaram momentos instáveis, como Gastón Martirena, o comentarista argumenta que a contratação de um especialista para a função traria mais equilíbrio ao time. A falta de um lateral de ofício com maior consistência tem gerado problemas recorrentes na transição defensiva da equipe.
Impacto financeiro e credibilidade no mercado
O cenário de contratações também passa pela delicada situação financeira do clube. Bruno Lima, outro participante do debate, ressaltou que qualquer negociação depende fundamentalmente da liberação para registrar novos atletas. Além disso, o custo-benefício de trazer jogadores livres, como Arthur, precisa ser analisado sob a ótica da folha salarial e do impacto orçamentário a longo prazo.
Bira pontuou ainda que a atual falta de credibilidade do Santos no cenário esportivo encarece as tratativas. Segundo o comentarista, a instabilidade nos pagamentos faz com que jogadores exijam valores mais elevados como forma de proteção financeira. Esse contexto torna a gestão de recursos ainda mais complexa, exigindo que a diretoria priorize posições onde a carência é absoluta, evitando gastos em setores que já possuem cobertura interna.
Fonte: uol.com.br

































