O Santos foi denunciado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) em decorrência de um incidente ocorrido durante a partida contra o Mirassol, válida pelo Campeonato Brasileiro. Na ocasião, o lateral-esquerdo Reinaldo, do clube visitante, foi alvo de uma cusparada vinda das arquibancadas da Vila Belmiro enquanto se preparava para realizar um arremesso lateral.
Denúncia e possíveis sanções no STJD
A denúncia apresentada pelo tribunal aponta que o clube praiano falhou em adotar medidas preventivas eficazes para coibir desordens e comportamentos inadequados de sua torcida. O julgamento, agendado para esta quinta-feira, avaliará a responsabilidade da instituição sobre o episódio relatado em súmula pela árbitra Edina Alves Batista.
As penalidades previstas no Código Brasileiro de Justiça Desportiva são severas. O clube pode ser condenado ao pagamento de multa que varia entre R$ 100 e R$ 100 mil, além da possibilidade de perda de um a dez mandos de campo. O tribunal também possui a prerrogativa de determinar que as partidas sejam realizadas com portões fechados.
Identificação do torcedor e estratégia de defesa
Em uma tentativa de atenuar a punição, o Santos agiu rapidamente para identificar o autor da agressão. O clube utilizou o sistema de monitoramento interno, imagens da Santos TV e registros fotográficos da plataforma “Sua foto no jogo”, que utiliza inteligência artificial para localizar torcedores em registros de alta resolução.
O torcedor identificado, que faz parte do programa de associados do clube, teve seus dados levantados pela gestão alvinegra. A diretoria acredita que a demonstração de proatividade na identificação e responsabilização individual do agressor pode ser um fator determinante para reduzir o impacto das sanções esportivas e financeiras que o clube pode sofrer.
Repercussão do caso e posicionamento do atleta
O episódio gerou forte indignação no meio esportivo. O lateral Reinaldo utilizou suas redes sociais para classificar o ato como “nojento, lamentável e vergonhoso”. O jogador reforçou a necessidade de medidas punitivas exemplares para garantir a segurança dos profissionais em campo e evitar a reincidência de condutas desrespeitosas.
A súmula da partida, disponível para consulta pública no site da Confederação Brasileira de Futebol, detalha que o incidente ocorreu aos 25 minutos do primeiro tempo. Embora a árbitra tenha confirmado a origem do ato na torcida santista, o documento ressaltou a dificuldade inicial de identificar o autor no momento do jogo, lacuna que o clube buscou preencher posteriormente com tecnologia.
Fonte: uol.com.br

































