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Infantino critica opositores e busca apoio no Caribe para reeleição na Fifa

Em meio à corrida pela reeleição na presidência da Fifa, o dirigente Gianni Infantino intensificou sua articulação política durante uma visita estratégica à República Dominicana. O encontro, realizado no último fim de semana, serviu como palco para uma declaração contundente contra seus críticos, em um momento em que a entidade máxima do futebol mundial enfrenta divisões internas sobre a continuidade de sua gestão.

A viagem de Infantino ocorreu sob um clima de tensão diplomática. O presidente da Concacaf, Victor Montagliani, que é apontado como um possível concorrente ao cargo no pleito do próximo ano, havia sugerido anteriormente que o atual mandatário evitasse a visita ao país caribenho. A justificativa de Montagliani baseava-se na exposição negativa que a mídia poderia dar à crise institucional vivida pela organização.

Tensões políticas e a disputa por influência na Concacaf

A relação entre Infantino e a cúpula da Concacaf atravessa um período de instabilidade. A confederação, alinhada com a Uefa e a AFC, retirou formalmente o apoio à reeleição do ítalo-suíço. Contudo, o cenário não é de unanimidade, com associações como a do México e a própria federação dominicana mantendo posturas divergentes em relação ao bloco regional.

Durante o evento, que celebrou o Challenge Series Sub-14, Infantino aproveitou para rebater as críticas sem citar nomes diretamente. O presidente afirmou que o objetivo central de sua gestão é o crescimento do futebol em todos os 211 países filiados, destacando que alguns setores, infelizmente, não desejam ver o desenvolvimento de nações menores, reforçando a necessidade de reduzir a desigualdade entre os grandes centros e o restante do mundo.

Articulação estratégica na União Caribenha de Futebol

A União Caribenha de Futebol (UCF) tem sido um ponto focal nesta disputa. O órgão, que respaldou a decisão da Concacaf de retirar o apoio à reeleição, recebeu um aporte financeiro de aproximadamente US$ 5 milhões para o fomento de iniciativas esportivas, como o torneio sub-14. Entre os 31 integrantes da entidade, apenas 25 possuem filiação direta à Fifa.

A agenda de Infantino na República Dominicana foi desenhada para consolidar alianças locais. O dirigente reuniu-se com figuras de peso, incluindo o presidente da federação local, José Deschamps, e o Ministro do Esporte e Recreação da República Dominicana, Kelvin Cruz. O movimento é visto por analistas como uma tentativa clara de isolar a oposição e garantir votos essenciais para sua permanência no comando da Fifa.

Fonte: uol.com.br

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