A Sessão Extraordinária do Conselho Deliberativo do Santos, originalmente agendada para esta segunda-feira, foi oficialmente adiada. O encontro tinha como objetivo central confrontar a gestão do presidente Marcelo Teixeira a respeito do planejamento esportivo e da delicada situação financeira que atravessa o clube da Vila Belmiro.
Motivações e questionamentos dos conselheiros
A convocação da reunião partiu de um grupo composto por 46 conselheiros, que buscavam respostas detalhadas sobre a saúde fiscal da instituição. Entre os pontos de pauta estavam a dívida atualizada do clube, pendências financeiras com o elenco atual e os termos de acordos firmados com atletas que deixaram a equipe recentemente.
O requerimento também incluía questionamentos sobre débitos com outras agremiações. A transparência sobre esses compromissos é vista pelos signatários como essencial para o entendimento do atual momento administrativo do Peixe.
Posicionamento da gestão e disponibilidade de dados
Durante a sessão, o Comitê de Gestão argumentou que a documentação solicitada já estava à disposição dos conselheiros no Conselho Fiscal. Segundo o clube, os dados referentes às prestações de contas dos dois primeiros trimestres de 2026 haviam sido disponibilizados previamente.
A secretaria do Conselho Deliberativo reforçou que, desde o dia 20 de agosto, um comunicado via e-mail orientava os membros sobre a possibilidade de consulta presencial aos arquivos. Apesar dessas informações, o plenário iniciou os debates, mas os próprios autores do requerimento optaram por solicitar o adiamento do encontro.
Planejamento para a nova sessão presencial
O Santos confirmou que a nova data para a reunião será definida pela Mesa do Conselho Deliberativo. O clube estabeleceu que o próximo encontro ocorrerá exclusivamente de forma presencial, visando garantir a confidencialidade das informações estratégicas que serão discutidas entre os conselheiros.
Enquanto a nova data não é definida, a diretoria segue trabalhando para sanar pendências que impactam o futebol, incluindo a resolução de um transfer ban e a regularização de dois meses de direitos de imagem atrasados. O clube aposta em receitas extraordinárias, como premiações de copas e a venda de atletas, como Adonis Frías, para equilibrar o fluxo de caixa e dar fôlego ao planejamento da temporada.
Fonte: gazetaesportiva.com


































