A visão de John Textor sobre o cenário dos clubes brasileiros
Em entrevista concedida à ESPN, o empresário norte-americano John Textor, proprietário da SAF do Botafogo, abordou temas sensíveis sobre a gestão do futebol no Brasil. O executivo, que atualmente se encontra afastado do comando direto do clube alvinegro desde abril, discute sua situação jurídica enquanto mantém uma postura ativa sobre os bastidores da modalidade.
Ao ser questionado sobre sua autopercepção como gestor, Textor adotou um tom irônico ao se definir como o melhor e, simultaneamente, o pior executivo de futebol do país. O empresário reconheceu as dificuldades em manter o controle administrativo da instituição, um desafio que ele busca superar através de recursos na Justiça.
Rivalidades e a recusa em investir em gigantes do futebol
Durante a conversa, Textor foi enfático ao listar as agremiações que não integrariam seus planos de investimento. Segundo o empresário, o sentimento de rivalidade, nutrido pela sua identificação com o Botafogo, o impede de considerar a aquisição de clubes como Flamengo, Fluminense e Palmeiras.
O dono da SAF alvinegra explicou que a intensidade das disputas em campo moldou suas preferências pessoais. Para ele, o ódio esportivo compartilhado pela torcida botafoguense em relação a esses rivais foi absorvido em sua própria experiência como dirigente, tornando inviável qualquer aproximação comercial com tais instituições.
A relação peculiar com o Vasco e o conflito com Montenegro
Sobre o Vasco, Textor descreveu uma dinâmica distinta, caracterizada por uma relação que classificou como “esquisita”, porém amigável. O executivo destacou que, apesar da rivalidade natural, mantém um bom relacionamento com diversos torcedores vascaínos, diferenciando o clube dos demais rivais citados anteriormente.
O ponto de maior tensão na entrevista foi a menção a Carlos Augusto Montenegro, ex-presidente do Botafogo. Textor não poupou críticas ao dirigente, com quem protagoniza trocas de farpas públicas recorrentes. O empresário atribuiu o embate a um choque de egos e expressou o desejo de que, no futuro, ambos possam superar as divergências pessoais que, segundo ele, impactam negativamente o ambiente do clube.
Fonte: uol.com.br


































