O empresário norte-americano John Textor reafirmou sua posição como proprietário das ações da SAF do Botafogo, em meio a um cenário de disputa jurídica e incertezas sobre o comando do clube. Em entrevista concedida à ESPN, o investidor declarou que não pretende desistir do projeto e criticou duramente a atuação da GDA Luma, classificando a empresa apenas como uma credora. Segundo Textor, o clube social não possui as competências necessárias para gerir uma operação de futebol de alto nível.
Disputa jurídica e a questão da propriedade acionária
O ponto central do conflito reside na titularidade das ações da SAF. John Textor sustenta que a Eagle Bidco nunca efetivou o pagamento pelas ações, o que, em sua visão, invalida qualquer tentativa de transferência de controle. O empresário afirmou que busca anular os contratos de transferência nos tribunais, argumentando que a ausência de pagamento é um fato comprovável. Ele demonstrou confiança na justiça brasileira, apesar de reconhecer as complexidades do sistema local.
Para o investidor, a tentativa do clube social de assumir o controle ignora o Estado de Direito e os contratos estabelecidos. Textor destacou que a Lei da SAF foi criada justamente para atrair investimentos estrangeiros, e que o rompimento unilateral de acordos pode prejudicar a credibilidade do futebol brasileiro perante o mercado internacional. Ele reforçou que, enquanto não houver o pagamento integral, ele permanece como o legítimo detentor dos direitos sobre o clube.
A relação com a torcida e o papel das redes sociais
Ao abordar a recepção de seu trabalho, John Textor minimizou o impacto das críticas concentradas em plataformas digitais. Ele afirmou que a percepção de uma “turba enfurecida” nas redes sociais não reflete o sentimento da maioria dos torcedores. Segundo o empresário, o contato direto com o público em ambientes cotidianos, como restaurantes e shoppings, revela um apoio que, em sua visão, é muito mais amplo e positivo.
O investidor pontuou que a liderança é uma tarefa solitária e que o foco deve estar nos milhões de torcedores que, segundo ele, confiam em seu projeto. Ele lamentou o que descreveu como uma mudança na cobertura midiática, que estaria mais voltada para polêmicas e engajamento rápido do que para a análise profunda dos fatos. Para Textor, a verdadeira lente da verdade não reside no debate acalorado do Twitter, mas na história de sucesso competitivo construída sob sua gestão.
O futuro da gestão e o modelo de negócio
Questionado sobre o futuro, John Textor relembrou as dificuldades enfrentadas em 2023 como um aprendizado fundamental para o amadurecimento do projeto. Ele comparou o desafio corporativo atual com os obstáculos esportivos superados anteriormente, reafirmando seu compromisso com o Botafogo e com o desenvolvimento do futebol no Brasil. O empresário defende que o clube precisa de investimentos em capital social, e não apenas de empréstimos que aumentem o endividamento.
As críticas à gestão atual foram diretas, com Textor questionando a capacidade técnica dos envolvidos na administração do clube social. Ele reiterou que o plano de transformar o Botafogo em uma potência competitiva, com foco na base e na valorização de talentos para o mercado europeu, estava funcionando. O empresário encerrou sua fala reforçando que, apesar do desgaste, sua intenção é retomar as rédeas do projeto e provar a viabilidade de sua estratégia a longo prazo. Mais informações sobre o cenário jurídico podem ser acompanhadas através de fontes como o portal fogaonet.com.
Fonte: fogaonet.com
































