A gestão de Gianni Infantino na presidência da Fifa enfrenta um período de intensos questionamentos, mas o dirigente mantém bases sólidas de apoio entre as confederações. Em declarações recentes, Véron Mosengo-Omba, atual presidente da Federação Congolesa de Futebol (Fecofa), reforçou sua fidelidade ao mandatário da entidade máxima do futebol mundial, chegando a declarar publicamente que estaria disposto a “levar um tiro” pelo colega.
A relação entre os dois dirigentes remonta ao período em que ambos estudavam na Suíça. Antes de assumir o comando da federação no Congo em maio, Mosengo-Omba atuou como diretor de associações da Fifa até 2021, consolidando uma trajetória de proximidade com a atual cúpula da organização.
Alianças políticas e a base de apoio na Fifa
O suporte manifestado por Mosengo-Omba reflete uma divisão estratégica dentro do futebol global. Como ex-secretário-geral da Confederação Africana de Futebol (CAF), o dirigente representa um bloco influente que, ao lado da Conmebol e da OFC, frequentemente atua como contraponto às posições adotadas pela Uefa, Concacaf e AFC. Para o presidente da Fecofa, a maioria das federações nacionais mantém o alinhamento com a atual gestão, um cenário que, segundo ele, pode ser confirmado durante os congressos da instituição.
Críticas pontuais ao projeto Fifa Forward Enterprise
Apesar da lealdade pessoal, o dirigente congolês não evitou críticas à condução do projeto Fifa Forward Enterprise (FFE), uma iniciativa que visava atrair investimentos privados para as competições da entidade. Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, ele ponderou que a falha não estava no mérito da proposta, mas na metodologia aplicada pela cúpula da Fifa.
Mosengo-Omba argumentou que o risco de permitir que empresas privadas organizassem a Copa do Mundo era uma preocupação legítima. Ele comparou a iniciativa à relação comercial da Uefa com a Champions League e a Eurocopa, sugerindo que, com ajustes, o projeto poderia beneficiar nações em desenvolvimento, como o seu país, ao gerar receitas necessárias para o fomento do esporte local.
Perspectivas para o futuro da administração
O cenário político da Fifa permanece em constante reorganização após a retirada da proposta da FFE. Com o cronograma eleitoral em curso, as atenções se voltam para o dia 18 de novembro, data limite para a definição das candidaturas que disputarão o próximo triênio da entidade. O pleito, agendado para março de 2027, será o próximo grande teste para a estabilidade da administração de Gianni Infantino e para a coesão das alianças continentais que sustentam sua permanência no cargo.
Fonte: uol.com.br

































