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Vasco vive drama no ataque: investimento milionário da gestão Pedrinho não reverte pior desempenho no Brasileirão

Vasco vive drama no ataque: investimento milionário da gestão Pedrinho não reverte pior desempenho no Brasileirão

O Vasco da Gama enfrenta uma profunda crise em seu setor ofensivo, registrando o pior ataque do Campeonato Brasileiro de 2026. Apesar de um vultoso investimento de quase R$ 200 milhões em jogadores para a frente nos últimos dois anos, a gestão de Pedrinho tem encontrado dificuldades em contratar um artilheiro que consiga solucionar os problemas de finalização da equipe. A situação se agrava com o time sem balançar as redes há três partidas, evidenciando a urgência por reforços.

A busca por um atacante decisivo tem sido uma constante no mercado de transferências do clube. Desde que assumiu o controle da SAF, Pedrinho investiu na contratação de 12 jogadores para o ataque, com poucos casos de sucesso notáveis até o momento. O mais recente desses nomes, Facundo Colidio, estreou como titular na recente derrota por 3 a 0 para o Santos, um resultado que apenas sublinha a ineficácia ofensiva do time.

Investimento milionário do Vasco sem retorno ofensivo

Nos últimos dois anos, o Vasco direcionou aproximadamente R$ 200 milhões para reforçar seu setor ofensivo. Este montante foi distribuído entre 12 atletas, na tentativa de qualificar a linha de frente e garantir mais poder de fogo. Contudo, a performance em campo não tem correspondido ao volume financeiro aplicado.

Em 2024, quatro jogadores foram contratados para o ataque. Maxime Domínguez custou R$ 12,4 milhões para atuar na ponta direita, enquanto Jean David chegou por R$ 8 milhões para o lado esquerdo. Emerson Rodríguez foi adquirido por empréstimo e Alex Teixeira assinou sem custos. Nenhum desses nomes, entretanto, conseguiu se destacar em São Januário, deixando a desejar em termos de produção.

Contratações recentes e o desafio da adaptação no ataque

A frustração com as aquisições de 2024 levou o Vasco a manter as pontas como prioridade na primeira janela de 2025. Naquele período, chegaram Garré, Nuno Moreira e Loide Augusto, em um investimento total de 7,5 milhões de euros, o equivalente a cerca de R$ 45,6 milhões na cotação da época. Desta lista, apenas Nuno Moreira conseguiu ganhar protagonismo e se firmou como titular absoluto em 2025.

No segundo semestre de 2025, sob a supervisão do diretor de futebol Admar Lopes, a diretoria trouxe Andrés Gómez por empréstimo. No início de 2026, o clube exerceu a opção de compra do jogador por 4,5 milhões de euros. O colombiano se tornou um dos principais atletas da equipe desde o final do ano anterior, mas sua finalização é uma deficiência clara, com apenas seis gols marcados em 57 jogos disputados.

A lacuna deixada pelos artilheiros e a crise de gols

A crise de gols que assola o time em 2026 pode ser parcialmente justificada pela saída dos dois principais artilheiros da equipe em 2025: Vegetti, contratado antes da chegada de Pedrinho, e Rayan, uma joia da base do clube. Juntos, esses atacantes foram responsáveis por 47 gols na temporada anterior, um volume que não foi reposto.

Para tentar suprir essas ausências, o Vasco investiu pesadamente na primeira janela de 2026. Brenner (R$ 30,1 milhões), Marino Hinestroza (R$ 26 milhões) e Spinelli (R$ 10,2 milhões) foram contratados. No entanto, nenhum deles conseguiu se consolidar entre os titulares no primeiro semestre, contribuindo para a atual seca de gols e o status de pior ataque do Campeonato Brasileiro, com apenas 23 gols, ao lado de Chapecoense e Internacional.

A complexa busca por um centroavante decisivo

A posição de centroavante tornou-se a principal prioridade da diretoria vascaína após a lesão de Brenner e o desempenho insatisfatório da equipe nos últimos jogos. Embora o clube tenha contratado o volante Santiago Sosa e o atacante Facundo Colidio, este último, apesar de poder atuar como “9”, rende melhor fora da área.

A dificuldade em encontrar um jogador que realmente eleve o patamar ofensivo é reconhecida internamente. Os nomes que agradam à cúpula vascaína geralmente estão fora da capacidade financeira atual do clube. Em entrevista coletiva após a derrota para o Santos, Pedro Emanuel destacou a complexidade do cenário: “Estamos avaliando porque é um momento difícil no mercado. Temos que avaliar quem vem porque quem vier tem que fazer a diferença. Trazer por trazer não acrescenta nada. Mais do que quantidade tem que ser qualidade.” Ele acrescentou que as oportunidades de mercado podem surgir agora, com clubes europeus liberando atletas.

Um dos nomes em negociação é John Mercado, que atua no Sparta Praga, da República Tcheca. O equatoriano demonstrou interesse em jogar no Vasco, e as conversas estão em andamento. Uma proposta de cerca de 7 milhões de euros (R$ 42,3 milhões) foi recusada, mas as tratativas continuam em busca de um desfecho positivo, conforme apurado pelo ge.globo.com.

Fonte: netvasco.com.br

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