A busca por uma maior conexão com o público tem levado as principais categorias do automobilismo mundial a repensar a localização de seus eventos. Davide Brivio, chefe da equipe Trackhouse, defende que a MotoGP deve seguir uma tendência de expansão para circuitos de rua, visando levar o espetáculo para mais perto dos centros urbanos e, consequentemente, dos espectadores.
Estratégia de expansão e o exemplo da Fórmula 1
Para Brivio, o modelo adotado pela Fórmula 1, que tem investido em etapas em cidades como Miami, Las Vegas e Madri, serve como uma referência clara de sucesso. O dirigente argumenta que, assim como grandes arenas esportivas, os eventos de motovelocidade precisam estar onde as pessoas estão, superando a barreira logística de circuitos frequentemente isolados.
O dirigente ressalta que a ideia não é transformar todo o calendário em circuitos urbanos, mas sim diversificar as sedes. Brivio sugere que a inclusão de algumas etapas em centros urbanos seria um passo estratégico para aumentar a visibilidade e o engajamento da categoria, citando o exemplo da Fórmula E como um modelo de sucesso na ocupação de espaços urbanos.
Segurança como pilar fundamental nas pistas urbanas
Apesar do entusiasmo com a possibilidade de corridas em cenários como o de Adelaide, que deve receber a MotoGP a partir de 2027, Brivio enfatiza que a segurança dos pilotos permanece como a prioridade absoluta. O chefe da Trackhouse reconhece que a complexidade de uma moto exige adaptações rigorosas para garantir a integridade física dos competidores em caso de quedas próximas a barreiras urbanas.
A discussão sobre a adequação dos traçados ganha força após desafios enfrentados em outras praças, como Goiânia. O setor de engenharia e os organizadores de eventos esportivos estão sob pressão para desenvolver soluções que permitam a realização de provas em ambientes citadinos sem comprometer os padrões de segurança exigidos pela FIM (Federação Internacional de Motociclismo).
O futuro da MotoGP no calendário global
A visão de Brivio projeta um futuro onde a MotoGP equilibre tradição e inovação. Com a expectativa de que o projeto de Adelaide sirva como um teste de viabilidade, a categoria observa atentamente como as medidas de proteção serão implementadas. A expectativa é que, se bem-sucedido, o formato possa ser replicado em outras metrópoles ao redor do mundo.
A Trackhouse, sob a liderança de Brivio, posiciona-se como uma entusiasta dessa modernização. O objetivo final é criar um ambiente onde a paixão pelo esporte a motor encontre a conveniência do público, garantindo que a MotoGP continue a crescer como um dos maiores espetáculos esportivos do planeta.
Fonte: motorsport.uol.com.br


































