O Osasco São Cristóvão Saúde manifestou publicamente sua insatisfação após a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) anunciar, na sexta-feira (14), uma nova política de elegibilidade para a categoria feminina. A medida, que estabelece critérios mais rigorosos para a participação de atletas trans, impacta diretamente a trajetória da jogadora Tifanny Abreu, que integra o elenco da equipe paulista desde 2021.
Em nota oficial, a diretoria do clube afirmou ter sido surpreendida pela decisão da entidade máxima do vôlei nacional. Segundo o comunicado, o regulamento foi elaborado e publicado sem qualquer consulta prévia ou abertura de diálogo com os clubes que compõem o cenário esportivo brasileiro.
Impactos jurídicos e medidas do clube
Diante do cenário imposto pela nova normativa, o departamento jurídico do Osasco iniciou uma análise detalhada do documento. O objetivo da equipe é compreender o alcance legal da portaria e definir quais medidas serão adotadas para proteger os interesses da instituição e da atleta.
O clube reiterou seu suporte irrestrito a Tifanny Abreu, destacando o histórico da jogadora na agremiação. A diretoria reforçou que mantém um compromisso permanente com o respeito e a valorização de todos os profissionais que fazem parte da sua trajetória esportiva.
Alinhamento com diretrizes internacionais
A decisão da CBV visa alinhar o vôlei brasileiro às diretrizes estabelecidas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) e pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB). A entidade busca padronizar os critérios nacionais com as exigências já aplicadas em competições globais.
Conforme a nova política, a comprovação do sexo biológico feminino será realizada por meio de testes do gene SRY. A triagem genética, descrita pela área médica como um processo preciso e pouco intrusivo, será o método padrão para validar a elegibilidade das atletas nas competições nacionais.
Calendário de aplicação das novas normas
As exigências entram em vigor imediatamente para as principais competições organizadas pela CBV. O cronograma de implementação abrange eventos de grande relevância no calendário esportivo do país, incluindo a Superliga A e B (temporada 2026/2027), a Supercopa 2026 e a Copa Brasil 2027.
A restrição segue o modelo de proteção da categoria feminina aprovado internacionalmente em setembro de 2025. Para mais informações sobre o cenário do esporte, consulte o portal oficial da Confederação Brasileira de Voleibol.
Fonte: uol.com.br


































