A passagem do atacante Memphis Depay pelo Corinthians chegou ao fim nesta terça-feira, 11. Após negociações para a renovação de contrato, a diretoria do clube paulista optou por encerrar o vínculo, citando a necessidade de preservar a saúde financeira da instituição. O desfecho marca o encerramento de um período de quase dois anos que misturou protagonismo técnico e desafios orçamentários elevados.
O jogador, que chegou ao Parque São Jorge em setembro de 2024 vindo do Atlético de Madrid, rapidamente se tornou uma peça central no esquema tático da equipe. Sua contratação gerou grande expectativa entre a torcida, que buscava uma recuperação do time no cenário nacional. O impacto foi imediato, com o atleta sendo fundamental para tirar o clube da zona de rebaixamento e conduzi-lo ao sétimo lugar no Campeonato Brasileiro, totalizando sete gols na campanha.
Trajetória vitoriosa e títulos conquistados
O desempenho de Memphis Depay foi coroado com troféus expressivos. Em 2025, o holandês liderou o elenco na conquista do Campeonato Paulista, superando o rival Palmeiras na final. O sucesso continuou na Copa do Brasil, onde o atacante marcou o gol decisivo contra o Vasco no estádio do Maracanã, garantindo o título mais importante de sua passagem pelo futebol brasileiro.
A série de conquistas foi finalizada com a vitória na Supercopa Rei diante do Flamengo. Com este resultado, o jogador acumulou três títulos oficiais em menos de dois anos, consolidando seu nome na história recente do clube. A performance em campo, contudo, contrastou com os custos operacionais que a manutenção do atleta exigia para os cofres alvinegros.
Impacto financeiro e o fim das negociações
O principal entrave para a permanência de Memphis Depay foi o alto custo mensal. Segundo informações apuradas pelo Estadão, o salário do jogador era de R$ 3,5 milhões mensais. Embora o atleta estivesse disposto a reduzir seus vencimentos para R$ 1,9 milhão, a diretoria avaliou que o montante ainda era incompatível com o orçamento atual.
Além do salário, o clube arcava com despesas de moradia do jogador, que residia no hotel de luxo Rosewood, em São Paulo. O custo mensal apenas com a hospedagem atingia a marca de R$ 250 mil. Diante da pressão interna e da necessidade de reequilíbrio contábil, a gestão optou pelo rompimento, encerrando uma das passagens mais midiáticas e vitoriosas de um estrangeiro no futebol brasileiro recente.
Fonte: uol.com.br
































