A conquista do Troféu Teresa Herrera pelo Botafogo completa 30 anos nesta segunda-feira (10/8). O título, obtido em 1996 sobre a Juventus, então campeã europeia, é lembrado como um dos momentos mais icônicos do futebol brasileiro na década de 1990. A partida, realizada no estádio Riazor, em La Coruña, na Espanha, terminou em um empate eletrizante de 4 a 4, sendo decidida apenas na disputa por pênaltis.
A saga do Botafogo no torneio espanhol
Antes de enfrentar o gigante italiano na final, o Botafogo superou o anfitrião Deportivo La Coruña por 2 a 1. O confronto decisivo contra a Juventus, no entanto, trouxe um desafio inusitado: o árbitro Antonio Jesús López Nieto impediu que o clube carioca atuasse com seu tradicional uniforme preto. Sem outra opção, a equipe brasileira utilizou as camisas azul e branca do time da casa.
O jogo foi marcado por uma alternância constante no placar. O Botafogo precisou buscar o empate quatro vezes ao longo do tempo regulamentar e da prorrogação. Os gols alvinegros foram marcados por Túlio Maravilha, que brilhou intensamente, e França, mantendo a equipe viva contra um elenco estrelado que contava com nomes como Del Piero e Vieri.
Brilho de Wagner e a logística do troféu
Nas penalidades, o goleiro Wagner tornou-se o grande herói da noite ao defender as cobranças de Amoruso e Di Livio. Com as conversões precisas de Wilson Goiano, Wilson Gottardo e Souza, o Botafogo venceu a disputa por 3 a 0, garantindo o prestigiado troféu internacional.
A logística para o retorno da taça ao Brasil também entrou para a história do clube. Segundo o então presidente Carlos Augusto Montenegro, o troféu era tão grande e pesado que não pôde ser despachado normalmente. A solução foi adquirir uma passagem aérea exclusiva para o objeto, que viajou com cinto de segurança no trajeto de La Coruña para Madri.
Contexto de uma era vitoriosa
O triunfo no Teresa Herrera foi o ápice de uma maratona de torneios amistosos realizados pelo Botafogo em 1996. Naquele mês, o clube, que ostentava o título de campeão brasileiro, também conquistou a Copa Rio-Brasília, a Copa Nippon Ham no Japão e o Torneio Presidente da Rússia, consolidando uma imagem de força global.
Para mais detalhes sobre a trajetória do clube, consulte o arquivo histórico do Botafogo de Futebol e Regatas. A final de 1996 permanece como um testemunho da capacidade técnica e da resiliência daquele elenco sob o comando do técnico Ricardo Barreto.
Fonte: fogaonet.com

































