A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) deu um passo decisivo para modernizar o esporte nacional ao anunciar a adoção imediata de novas diretrizes de arbitragem. Durante reunião realizada em 10 de agosto de 2026, no Rio de Janeiro, a entidade definiu que as regras aplicadas na Copa do Mundo de 2026 passam a vigorar nas Séries A e B do Campeonato Brasileiro, na Copa do Brasil e no Feminino A1. A medida visa combater a cera e aumentar o tempo de bola rolando, buscando elevar o nível competitivo e comercial do produto futebol no país.
Diagnóstico técnico e busca por fluidez
O movimento da CBF é fundamentado no relatório Tempo de Bola Rolando no Futebol Brasileiro, desenvolvido em parceria com a OPTA Stats Perform. O diagnóstico revelou que, até a parada para a Copa do Mundo de 2026, a média de bola rolando na Série A era de 52 minutos e 54 segundos. O número está abaixo da meta de 60 minutos estabelecida pela Fifa e também aquém de ligas europeias como a Premier League, que registra 55 minutos e 23 segundos.
O diretor de arbitragem da CBF, Netto Góes, ressaltou que o objetivo é recuperar mais de seis minutos de jogo efetivo por partida. Para alcançar essa meta, a entidade planeja um investimento de R$ 200 milhões em arbitragem entre 2026 e 2027, focando em capacitação técnica, padronização de critérios e infraestrutura tecnológica. A estratégia conta com o apoio dos clubes, essenciais para a implementação das mudanças.
Principais mudanças nas regras de jogo
Inspiradas pelo regulamento utilizado no Mundial de 2026, as novas normas impõem limites rígidos para situações que frequentemente interrompem o fluxo da partida. Entre as alterações mais significativas, destaca-se a regra dos oito segundos para o goleiro manter a bola em mãos, sob pena de cobrança de escanteio para o adversário em caso de descumprimento.
Outras medidas incluem a limitação de cinco segundos para a execução de arremessos laterais e tiros de meta, além da exigência de que jogadores substituídos deixem o gramado pelo ponto mais próximo em até dez segundos. O atendimento médico também foi alvo de rigor: atletas atendidos em campo deverão permanecer fora das quatro linhas por um minuto, regra que se estende a um jogador de linha caso o goleiro seja o atendido.
Protocolos de conduta e revisão pelo VAR
Além do controle de tempo, a CBF introduziu protocolos disciplinares mais severos. O chamado Protocolo Vini Jr. estabelece que cobrir a boca intencionalmente durante discussões com adversários será passível de cartão vermelho. Adicionalmente, a comunicação com o árbitro foi restringida, permitindo que apenas o capitão de cada equipe dialogue com a arbitragem durante o confronto.
O sistema de vídeo, o VAR, também teve seu escopo de atuação ampliado. A partir de agora, cartões amarelos que resultem em expulsão tornam-se revisáveis pela tecnologia. Para 2027, está prevista a inclusão de checagens para escanteios concedidos erroneamente, desde que a decisão impacte diretamente em gols ou penalidades máximas. Mais informações podem ser consultadas no portal oficial da CBF.
Fonte: fogaonet.com
































