Uma profunda instabilidade política abala as estruturas do futebol mundial. As tentativas do presidente da Fifa, Gianni Infantino, de consolidar um período de calmaria após denunciar um suposto esforço orquestrado para minar sua administração foram frustradas nesta segunda-feira (10). O cenário de tensão ocorre pouco mais de uma semana após o dirigente desistir de implementar a Fifa Forward Enterprise (FFE), subsidiária que centralizaria a gestão comercial das Copas do Mundo.
A escalada da oposição e o boicote institucional
O descontentamento atingiu um novo patamar com a ofensiva conjunta de três confederações continentais: Uefa (Europa), Concacaf (América do Norte, Central e Caribe) e AFC (Ásia). Em uma carta aberta, as entidades criticaram duramente a postura de Infantino, argumentando que a liderança no esporte não deve ser tratada como uma posse pessoal. A Uefa, inclusive, mantém a ameaça de boicotar competições oficiais da entidade, um movimento que terá seu primeiro teste prático em setembro, durante a Copa do Mundo Feminina Sub-20 na Polônia.
Geopolítica do apoio e alianças estratégicas
Apesar da pressão, o dirigente ítalo-suíço mantém bases de sustentação importantes. A Confederação Africana de Futebol (CAF) permanece alinhada à gestão, reforçada pela influência do Marrocos, coanfitrião do Mundial de 2030. A Conmebol, embora tenha questionado a condução do plano de privatização comercial, defende que qualquer mudança na presidência deve ocorrer apenas pelas vias eleitorais regulares em março de 2027.
Caminhos para a sucessão e o futuro da entidade
O Congresso da Fifa, agendado para 18 de março de 2027 em Rabat, será o palco decisivo para o futuro de Infantino, que busca seu quarto mandato. O prazo para candidaturas encerra-se em 18 de novembro, e, até o momento, não há nomes formalizados para o pleito. Historicamente, desbancar um presidente em exercício é uma tarefa complexa, com o último precedente de sucesso datando de 1974, com a vitória de João Havelange sobre Stanley Rous.
Possíveis nomes na sucessão presidencial
Caso a oposição opte por acelerar uma transição, a via da moção de censura exige o apoio de 20% das associações-membro, totalizando 43 entidades, para convocar um Congresso extraordinário. Entre os nomes que ganham força no debate público estão Lise Klaveness, presidente da Federação Norueguesa de Futebol, e Victor Montagliani, que se distanciou da cúpula atual. Outro nome relevante é Salman bin Ibrahim al-Khalifa, presidente da AFC, que já possui experiência em disputas presidenciais na organização. Para mais detalhes sobre o cenário, acompanhe as atualizações da Fifa.
Fonte: gazetaesportiva.com


































