Conmebol critica postura da Fifa e cobra diálogo em governança
A Conmebol manifestou publicamente nesta quinta-feira (6) sua insatisfação com a condução administrativa da Fifa. Embora tenha elogiado a decisão da entidade máxima do futebol de recuar na proposta que permitiria investimentos privados em suas competições, a confederação sul-americana não poupou críticas ao que classificou como ações unilaterais adotadas pela gestão atual.
O comunicado oficial da entidade, presidida por Alejandro Domínguez, aponta falhas na condução do projeto Fifa Forward Enterprise (FFE). A nota sublinha a importância do respeito aos mecanismos institucionais e ao diálogo, elementos que, segundo a confederação, foram ignorados durante o processo de tomada de decisão que gerou forte repercussão negativa no cenário esportivo global.
Impactos na governança e na imagem do futebol
A confederação sul-americana destacou que a exposição pública de conflitos internos prejudica a imagem do esporte. Em um momento em que a atenção mundial deveria estar voltada para a organização da Copa do Mundo de 2026, a pauta foi dominada por debates sobre a governança da instituição. A nota reforça que o marco institucional é a principal garantia para a estabilidade de todas as partes envolvidas.
A entidade enfatizou ainda que o futebol deve ser regido por princípios de respeito e intercâmbio construtivo. Segundo o comunicado, quando essas diretrizes são negligenciadas, o esporte como um todo sai perdendo, reforçando a máxima de que o futebol pertence a todos os seus atores e não apenas a decisões centralizadas.
Tensões políticas e o futuro da gestão de Gianni Infantino
Apesar de ter sido a primeira confederação a declarar apoio à reeleição de Gianni Infantino, que é o único candidato para o pleito de março de 2027, a Conmebol demonstra que sua aliança não significa concordância irrestrita. A pressão sobre o dirigente aumentou significativamente após a revelação da proposta de abertura para capital privado, uma iniciativa que encontrou resistência imediata em diversos setores.
A Uefa, que congrega 55 federações europeias, posicionou-se na vanguarda da oposição, mantendo o boicote às competições organizadas pela Fifa. Enquanto isso, a Conmebol segue buscando viabilizar seus próprios objetivos estratégicos, incluindo a proposta de expansão da Copa do Mundo de 2030 para 64 seleções, projeto que conta com o respaldo da presidência da Fifa, conforme reportado pela Fifa em seus canais oficiais.
Fonte: gazetaesportiva.com

































