A Associação Uruguaia de Futebol (AUF) oficializou, nesta quinta-feira (6), a contratação de Diego Forlán para o comando técnico da seleção principal e da categoria Sub-20. A decisão ocorre menos de dois meses após a eliminação precoce da equipe na fase de grupos da Copa do Mundo, encerrando o ciclo do treinador argentino Marcelo Bielsa.
Ídolo histórico e protagonista da geração que alcançou o quarto lugar na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, Forlán retorna à estrutura da seleção com a missão de liderar um processo de reconstrução. O ex-atacante, que foi eleito o melhor jogador daquele mundial, assume a equipe em um momento de transição após o desempenho abaixo das expectativas na América do Norte em 2026.
Desafios e reconstrução da seleção uruguaia
O Uruguai atravessa um período crítico após uma campanha considerada uma das mais fracas da história da bicampeã mundial. Durante o torneio, a equipe não conseguiu superar adversários como Arábia Saudita e Cabo Verde, além de sofrer uma derrota para a Espanha. O desempenho de nomes como Federico Valverde, Darwin Núñez e Fernando Muslera foi alvo de intensas críticas durante a gestão anterior.
A chegada de Forlán visa estancar a crise e preparar o terreno para os próximos compromissos internacionais. Segundo informações da Associação Uruguaia de Futebol, o contrato prevê inicialmente uma comissão técnica interina para a seleção principal, mantendo a flexibilidade para uma extensão do vínculo conforme os resultados obtidos nos amistosos de setembro, outubro e março.
Trajetória e expectativas sobre o novo técnico
A nomeação de Diego Forlán desperta sentimentos mistos entre os torcedores uruguaios. Se por um lado existe a idolatria pela carreira vitoriosa do ex-jogador, por outro, há cautela quanto à sua experiência limitada na beira do gramado. Forlán encerrou sua carreira profissional em 2019, aos 40 anos, e iniciou sua trajetória como treinador no Peñarol em 2020.
Sua passagem pelo clube durou apenas 11 partidas, sendo interrompida por resultados insatisfatórios. Posteriormente, em 2021, o ex-atleta comandou o Atenas de San Carlos, equipe da segunda divisão uruguaia, por 12 jogos. Agora, o desafio de comandar a seleção nacional representa o maior teste de sua carreira como técnico até o momento.
Fonte: gazetaesportiva.com

































