A gestão de Gianni Infantino à frente da Fifa atravessa um período de instabilidade política sem precedentes. O presidente da entidade enfrenta o desgaste de sua base de apoio após o fracasso na tentativa de atrair investidores privados para a Copa do Mundo, movimento que gerou uma onda de descontentamento entre federações nacionais influentes na Europa e em outras regiões.
Articulação política e nomes para a sucessão
O cenário para a eleição, agendada para 18 de março no Marrocos, aponta para uma disputa acirrada pelo mandato que compreende o período de 2027 a 2031. Entre os nomes que ganham força nos bastidores está o de Victor Montagliani, empresário canadense e atual dirigente do futebol na América do Norte e Caribe. Sua possível candidatura reflete a insatisfação da Concacaf com os processos decisórios recentes da entidade.
Outro nome que circula nos corredores do poder esportivo é o do executivo Nasser Al-Khelaifi. Segundo informações veiculadas pelo portal Politico, autoridades europeias começam a sinalizar apoio ao dirigente catari como uma alternativa viável para liderar a organização, em meio ao distanciamento crescente entre a Fifa e a Uefa.
Oposição interna e atritos institucionais
A resistência à atual administração não se restringe apenas à busca por novos nomes, mas reflete divergências estratégicas profundas. O xeique Salman bin Ibrahim Al Khalifa, vice-presidente sênior do Conselho da Fifa, posicionou-se contra a expansão do torneio mundial para 64 seleções, sinalizando uma ruptura na coesão interna da cúpula da organização.
Paralelamente, a Confederação Asiática de Futebol (AFC) emitiu críticas contundentes sobre a governança de Infantino. A entidade apontou falhas fundamentais nos processos de consulta e tomada de decisão, exigindo reformas estruturais imediatas que, segundo os críticos, foram negligenciadas durante a atual gestão.
Liderança feminina e o papel da Noruega
Entre as vozes mais ativas na oposição, destaca-se Lise Klaveness, presidente da Federação Norueguesa de Futebol. Como uma das figuras femininas mais influentes do esporte, ela liderou o movimento contrário à venda de participações da Copa do Mundo, consolidando a Noruega como um polo de resistência ética dentro do congresso da Fifa.
A postura de Klaveness também trouxe à tona debates sobre a transparência nas relações institucionais da entidade. O escrutínio sobre as decisões administrativas, incluindo intervenções externas em questões disciplinares, transformou-se em um dos principais pontos de desgaste para Infantino, que agora luta para manter sua legitimidade política até o pleito de 2027.
Fonte: uol.com.br
































