A derrota do Corinthians para o Internacional por 2 a 0, em partida válida pelas oitavas de final da Copa do Brasil, desencadeou uma série de fortes acusações contra a arbitragem de Alex Gomes Stéfano. O clima de insatisfação, que culminou em quatro cartões amarelos para jogadores corintianos por reclamação, escalou para denúncias de intimidação e ameaças, levantando questionamentos sobre a conduta do juiz em campo e a gestão da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) na escalação de árbitros para jogos decisivos.
As manifestações de revolta, inicialmente expressas pelo goleiro Hugo Souza, ganharam eco nas palavras do capitão Rodrigo Garro e do diretor de futebol Marcelo Paz, evidenciando uma preocupação generalizada dentro do clube paulista com o tratamento dispensado aos atletas durante a partida. A polêmica se aprofundou com relatos de incidentes no túnel de acesso aos vestiários, registrados na súmula oficial do jogo, e a lembrança de uma atuação controversa do mesmo árbitro em uma partida recente do Campeonato Brasileiro.
Acusações de intimidação e desafio em campo: Detalhes da denúncia
A principal acusação veio à tona por meio do dublador Gustavo Machado, que detalhou a revolta do goleiro Hugo Souza. Segundo o relato, o árbitro Alex Gomes Stéfano teria proferido palavras de desafio ao jogador Matheus Pereira, que reclamava de marcações. A fala atribuída ao juiz, “Quero ver você fazer isso lá fora”, acompanhada de um gesto de “chamando o Matheus na mão”, foi interpretada como uma clara intimidação, gerando grande indignação no elenco corintiano.
Hugo Souza, que também foi punido com cartão amarelo durante o tumulto, expressou sua insatisfação à transmissão televisiva. O capitão Rodrigo Garro, por sua vez, reforçou as críticas à postura do árbitro em entrevista, enfatizando a necessidade de um respeito mútuo na comunicação entre jogadores e juízes. Garro sugeriu que a forma como o árbitro se dirige aos atletas precisa ser revista para o bem do futebol brasileiro.
Repercussão institucional: Diretor do Corinthians fala em ameaças
A insatisfação do Corinthians transcendeu o campo e as declarações dos jogadores, chegando à esfera diretiva do clube. Marcelo Paz, diretor de futebol, classificou a atuação da arbitragem como “muito ruim” e trouxe à tona um processo de intimidação que, segundo ele, os jogadores vêm enfrentando em campo. Paz mencionou especificamente “tons de ameaça” em situações ocorridas durante o jogo.
O dirigente informou que o departamento jurídico do Corinthians está avaliando uma representação formal contra o árbitro, buscando inclusive o áudio do VAR para embasar as alegações de ameaça contra os atletas. A súmula da partida, redigida por Alex Gomes Stéfano, corrobora o clima tenso pós-jogo, ao relatar que três membros não identificados do Corinthians proferiram críticas agressivas no túnel de acesso aos vestiários, necessitando da intervenção policial para serem contidos.
Histórico recente do árbitro: Polêmica anterior e questionamento da escala
A controvérsia em torno de Alex Gomes Stéfano não é um fato isolado. O árbitro já havia sido alvo de críticas intensas no meio de semana anterior, após sua atuação na partida entre Vitória e Palmeiras, pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro. Naquela ocasião, o Vitória reclamou veementemente da decisão de Stéfano de aplicar apenas cartão amarelo a um jogador do Palmeiras por uma cotovelada, enquanto expulsava dois atletas do time baiano em lances subsequentes.
Marcelo Paz fez questão de ressaltar esse histórico recente, questionando a decisão da CBF de escalar um árbitro com uma atuação tão contestada para um jogo decisivo da Copa do Brasil. O diretor do Corinthians apontou que a escala, definida em 22 de julho, ocorreu antes da polêmica no jogo do Brasileirão, mas argumentou que a entidade deveria ter reconsiderado a nomeação após os acontecimentos. A Confederação Brasileira de Futebol enfrenta agora a pressão para revisar seus critérios de escalação e a conduta de seus profissionais.
Fonte: uol.com.br

































