A disputa política nacional mantém um cenário de alta polarização, conforme revelam os dados mais recentes da pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira, 3. O levantamento aponta que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dividem o topo do índice de rejeição entre os eleitores, ambos alcançando a marca de 49%.
Estabilidade no cenário de rejeição política
O empate técnico entre os dois nomes reflete a continuidade de um quadro de resistência consolidada no eleitorado. Na medição anterior, realizada em 27 de julho, o cenário apresentava números praticamente idênticos, com Flávio Bolsonaro oscilando de 50% para os atuais 49%, enquanto Lula manteve o mesmo patamar de rejeição registrado anteriormente.
A pesquisa também avaliou outros nomes do espectro político nacional. O governador Romeu Zema (Novo) aparece com 31% de rejeição, seguido por Ronaldo Caiado, com 29%, e Renan Santos (Missão), com 27%. O levantamento foi realizado pela Nexus entre os dias 31 de julho e 2 de agosto, ouvindo 2.002 pessoas com 16 anos ou mais.
Desconhecimento e preferência do eleitorado
Além da rejeição, o estudo mediu o nível de reconhecimento dos pré-candidatos. Renan Santos permanece como o nome mais desconhecido, com 47% dos entrevistados afirmando não saber quem ele é. Romeu Zema e Ronaldo Caiado também possuem índices significativos de desconhecimento, com 35% e 33%, respectivamente.
No campo das preferências, 37% dos brasileiros indicam que gostariam de ver Lula como o próximo presidente, uma leve queda em relação aos 39% observados em julho. Já a preferência por Flávio Bolsonaro, ou por um nome apoiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, ficou em 35%, ante 36% na sondagem anterior.
Dinâmica da terceira via e metodologia
O levantamento explorou o comportamento dos eleitores que buscam alternativas fora da polarização entre petistas e bolsonaristas. Entre esse público, 45% afirmam que votariam em outros candidatos, enquanto 17% optariam por Lula e outros 17% por Flávio Bolsonaro.
A pesquisa possui margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O estudo está devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-02874/2026, consolidando-se como um termômetro importante para o pleito futuro.
Fonte: terra.com.br

































