O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou ter mantido diálogos com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, a respeito da criação da Fifa Forward Enterprise (FFE). A entidade máxima do futebol planeja estruturar a companhia para gerir suas competições, prevendo a venda de 20% de suas ações para investidores privados, o que gerou questionamentos sobre a governança e a transparência do projeto.
Contexto da Fifa Forward Enterprise e o papel de investidores
A proposta da FFE tornou-se alvo de escrutínio público devido à participação de figuras próximas ao círculo político do governo americano. Entre os nomes citados como potenciais investidores está a Thrive Capital, empresa de Joshua Kushner. O empresário é irmão de Jared Kushner, genro de Trump e ex-conselheiro da Casa Branca entre 2017 e 2021. Embora Joshua Kushner não possua vínculo oficial com a administração, a proximidade familiar levantou debates sobre possíveis conflitos de interesse.
Relações entre o governo americano e a estrutura da Fifa
Durante uma reunião de gabinete em Camp David, Trump foi questionado por jornalistas sobre o assunto e afirmou categoricamente que não tratou do tema com Infantino. A relação entre o mandatário americano e o dirigente da Fifa estreitou-se nos últimos anos, impulsionada pela organização da Copa do Mundo de 2026, que será sediada por EUA, México e Canadá, além da realização do Mundial de Clubes. Em 2025, a Fifa inaugurou um escritório na Trump Tower, consolidando sua presença física no país.
Envolvimento de consultores e instituições financeiras
Além dos investidores, o projeto conta com a participação de figuras influentes no setor corporativo. Greg Maffei, ex-CEO da Liberty Media e responsável pela aquisição da Fórmula 1, atua como consultor comercial. O histórico de Maffei inclui doações ao comitê de posse de Trump em 2017. Atualmente, ele lidera a BANN Ventures, focada em esportes e entretenimento.
Para a estruturação financeira da FFE, a Fifa contratou o J.P. Morgan, o maior banco dos Estados Unidos. A instituição atua em parceria com a consultoria italiana OpenEconomics, especializada em modelagem econômica e avaliação de impacto. O plano de Infantino tem enfrentado críticas de diversos setores, incluindo o ex-presidente da Fifa, Sepp Blatter, que alertou sobre os riscos de priorizar o lucro em detrimento dos valores esportivos. Para mais informações sobre o cenário esportivo global, consulte o portal Fifa.
Fonte: uol.com.br

































