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Chelsea sofre punição com proibição de contratações após irregularidades financeiras

Chelsea sofre punição com proibição de contratações após irregularidades financeiras

O Chelsea foi sancionado pela Associação de Futebol da Inglaterra (FA) com um rigoroso transfer ban, que impede o clube de registrar novos jogadores por duas janelas de transferências consecutivas. A medida, que se estende até 30 de junho de 2027, acompanha uma multa de 10 milhões de libras, aproximadamente 70 milhões de reais, decorrente de uma investigação sobre violações financeiras cometidas entre 2009 e 2022.

Investigação detalha infrações da era Abramovich

A apuração da FA identificou 74 infrações relacionadas a negociações de atletas, incluindo pagamentos irregulares a agentes e intermediários, além de operações envolvendo terceiros nos direitos econômicos de jogadores. As irregularidades ocorreram majoritariamente sob o controle do empresário russo Roman Abramovich, que deixou o comando da instituição em 2022 após sanções governamentais.

Embora o clube tenha enfrentado inicialmente a ameaça de uma dedução de seis pontos no Campeonato Inglês 2026/27, a sanção foi revertida após um recurso bem-sucedido. O conselho independente responsável pelo caso optou por manter o foco na proibição de novos registros, encerrando um capítulo conturbado da gestão anterior.

Histórico de sanções e pagamentos não declarados

Este não é o primeiro revés financeiro enfrentado pelos londrinos. Em julho de 2023, a Uefa já havia aplicado uma multa de 8 milhões de libras por infrações similares. Somadas às penalidades da Premier League aplicadas em março deste ano, o clube acumula um passivo superior a 18 milhões de libras em multas relacionadas a relatórios financeiros imprecisos.

Documentos apontam que, entre 2011 e 2018, o clube realizou pagamentos não declarados que superaram 23 milhões de libras a intermediários não registrados. As operações envolveram nomes de destaque do elenco da época, como David Luiz, Ramires e Eden Hazard, evidenciando uma prática sistemática de omissão de dados contábeis.

Colaboração e encerramento do processo

Após a aquisição do clube pelo consórcio BlueCo, liderado por Todd Boehly e Clearlake Capital, a nova diretoria optou por reportar voluntariamente as falhas identificadas em auditorias internas. A postura de transparência foi destacada pelo clube como um fator determinante para a conclusão do inquérito.

Em comunicado oficial emitido nesta sexta-feira, o Chelsea confirmou que colaborou integralmente com a FA, fornecendo milhares de documentos para esclarecer os fatos. Com a decisão final, a agremiação declarou que todos os procedimentos regulatórios contra a instituição foram encerrados, permitindo um planejamento focado no futuro esportivo.

Fonte: gazetaesportiva.com

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