O presidente da Fifa, Gianni Infantino, manifestou-se nesta quarta-feira para defender a proposta de criação de uma entidade comercial voltada à atração de investidores privados. O projeto, que visa integrar a Copa do Mundo e outros torneios sob uma nova estrutura financeira, foi classificado pelo dirigente como uma oportunidade estratégica, enfatizando que a adesão não representa uma obrigatoriedade para as associações.
Em um vídeo oficial divulgado pela entidade, Infantino descreveu a iniciativa como uma oferta inserida em um processo democrático de consulta. O dirigente reforçou que o plano ainda está em fase inicial de discussão, buscando contornar as críticas recebidas desde que a ideia foi apresentada aos membros da organização.
Reações e resistência institucional ao plano
A proposta gerou um cenário de incerteza e oposição entre as principais entidades do futebol mundial. A Uefa, confederação europeia, foi uma das primeiras a expressar preocupações sobre como a mudança poderia alterar o equilíbrio de poder e a governança do esporte.
Além da esfera esportiva, figuras políticas também se posicionaram contra o modelo sugerido. O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, e representantes da União Europeia manifestaram publicamente sua oposição, questionando a viabilidade e os impactos a longo prazo da entrada de capital privado na gestão das competições da Fifa.
Justificativa financeira e desenvolvimento global
O foco central da defesa de Infantino reside na redistribuição de recursos. Segundo o dirigente, apenas uma parcela reduzida do valor comercial gerado pelo futebol chega às bases que mais necessitam de investimento. A proposta visa captar recursos para impulsionar o desenvolvimento do esporte em escala global.
Estudos internos da organização sugerem que parcerias privadas poderiam viabilizar o repasse de cerca de 20 milhões de dólares para cada uma das 211 associações-membro. O objetivo declarado é fomentar o surgimento de novas potências, citando como exemplo o desempenho recente da seleção de Cabo Verde em competições internacionais.
Natureza da proposta e próximos passos
Para mitigar as tensões, o presidente da Fifa reiterou que o projeto não constitui uma decisão definitiva. O dirigente reforçou que o momento é de diálogo e que a entidade está aberta a ouvir as partes interessadas que alegam não ter sido consultadas anteriormente.
O debate permanece em aberto enquanto a Fifa busca equilibrar a necessidade de expansão financeira com a preservação da estrutura tradicional do futebol. A expectativa é que o processo de consulta continue a ser o foco das próximas reuniões entre as confederações e a liderança da entidade.
Fonte: gazetaesportiva.com

































